2 Dezembro 2021, Quinta-feira
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Setúbal foi a segunda capital de distrito do País com maior redução de habitações para venda

Oferta desceu 29% em apenas um ano. Diminuição justificada com aumento de vendas nos últimos meses. Menor disponibilidade de stock pode levar a subida de preços

 

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Setúbal foi a segunda capital de distrito em Portugal – só suplantada por Évora – com maior redução do número de casas para venda, entre os meses de Setembro de 2020 e 2021. Os dados são avançados num estudo publicado pela plataforma Idealista, marketplace imobiliário do sul da Europa. Como consequência desta diminuição da oferta, é expectável uma subida dos preços das habitações nos próximos tempos.

“O aumento da venda de casas nos últimos meses contribuiu para uma redução de stock de habitação disponível nas capitais de distrito portuguesas na ordem dos 7% em apenas um ano”, revela o Idealista, de acordo com o estudo realizado. Em Setúbal, durante o referido período, houve uma diminuição de cerca de 29% do número de habitações para venda.

“As maiores descidas da oferta de casas – e consequentemente, onde poderá aumentar a tensão nos preços – foram registadas em Évora e em Setúbal, já que o stock das casas para vender desceu na ordem dos 30% e 29%, respectivamente”, indica o marketplace imobiliário com base no estudo realizado. Depois de Évora e Setúbal, com maior redução de habitações disponíveis para venda, vêm Santarém (-23%), Faro (-20%), Leiria (-19%), Bragança (-18%) e Portalegre (-14%). “A redução da oferta de casas no mercado também foi significativa em Braga (-11%), Porto (-9%) e Viana do Castelo (-8%)”, indica o Idealista.

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De resto, as capitais de distrito que apresentaram “uma menor descida da oferta de imóveis” no mesmo período “foram Viseu (-7%), Ponta Delgada (-7%), Lisboa (-5%), Beja (-4%) e Aveiro, onde a oferta de casas para vender também diminuiu 4%”.

Em termos globais, adianta o Idealista, “a oferta passou de 58 mil e 570 casas à venda, em Setembro de 2020, para 54 mil 804 no mesmo mês deste ano, o que poderá fazer prever uma subida nos preços das casas no médio prazo”.

Ainda assim, ressalva a plataforma do ramo imobiliário, “não existe um padrão homogéneo em todas as capitais de distrito”, até porque “em cinco delas o stock de casas à venda apresentou uma subida”, com Vila Real a liderar este indicador. “O maior aumento da oferta aconteceu em Vila Real, onde os compradores têm, agora, mais 87% de casas disponíveis no mercado do que em Setembro de 2020. Segue-se Coimbra (38%), Guarda (12%) e Castelo Branco (9%). Por último, o Funchal apresentou uma subida de stock de casas para vender de 6%”, conclui.

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Sector da construção afectado pela pandemia mas em menor escala do que outros

O sector da construção também foi afectado na sua actividade pelos constrangimentos gerados pela pandemia de covid-19, de acordo com a informação disponível entre Março de 2020 e Fevereiro deste ano publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Contudo o impacte sofrido foi em menor escala relativamente a outros sectores.

“Embora com menos intensidade que o observado noutros sectores abrangidos pelos inquéritos qualitativos de conjuntura do INE, também na construção houve uma redução dos níveis de confiança na construção, que em termos médios foi de -17,3 pontos [percentuais] nesse período relativamente ao ano precedente”, lê-se na edição deste ano das Estatísticas da Construção e Habitação 2020 que o INE apresenta. No entanto, “o sector da construção revelou alguma resiliência, registando valores médios de licenciamentos muito próximos da média dos 12 meses anteriores à pandemia e estimando mesmo um aumento dos edifícios concluídos”, indica o INE no documento.

Segundo os dados estatísticos publicados, “também o valor das transacções de habitações continuou a aumentar, embora a uma taxa mais reduzida e os preços mantiveram uma tendência positiva”.

Já no que toca ao emprego no sector da construção foi registado, entre Março de 2020 e Fevereiro último, um aumento de “3,8%”, sendo que “a remuneração bruta total cresceu 5,7% (+7,7% e +10,9%, no mesmo período pré-pandemia)”. A remuneração bruta média mensal, ainda de acordo com o INE, “foi 969 euros, correspondendo a um aumento face ao período pré-pandémico (952 euros)”.

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