8 Dezembro 2021, Quarta-feira
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Secil é a única cimenteira portuguesa a integrar Roteiro do Betão Zero Carbono

Projecto “Clean Cement Line” está já a permitir concretizar medidas para a redução até 2030

 

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A Associação Mundial de Cimenteiras (GCCA) lançou recentemente o Roteiro de Betão Zero Carbono, no qual a Secil, com fábrica no Outão, em Setúbal, é uma das quarenta cimenteiras signatárias a nível mundial e a única do nosso país.

O objectivo é atingir zero emissões líquidas de dióxido de carbono (CO2 ) em 2050, com metas de compromisso para reduzir as emissões de CO2 em 25% até 2030.

Com o projecto Clean Cement Line (CCL), que “concretiza, a nível prático, os princípios estabelecidos no roteiro, a Secil já está a concretizar no terreno as medidas propostas para a redução até 2030, pelo que se encontra na vanguarda mundial para tornar o betão ainda mais sustentável”.

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“Na Secil, estamos orgulhosos de ser um activo parceiro neste roteiro e estamos totalmente comprometidos com o nosso contributo para a preservação do clima, que permita às próximas gerações usufruir do planeta como fizeram as gerações anteriores”, garantiu Otmar Hübscher, presidente da comissão executiva da Secil.

Compromisso mundial rumo à neutralidade carbónica

Esta posição conjunta dos membros da GCCA, provenientes das Américas, Europa, África e Ásia, representa, de acordo com os mesmos, “o maior compromisso mundial de uma indústria global para a neutralidade carbónica”.

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No mês de Setembro, na Semana do Clima em Nova Iorque, a GCCA anunciou que a indústria cimenteira foi a primeira indústria pesada a aderir à Meta Zero Carbono das Nações Unidas.

Mais recentemente, publicou este roteiro, onde constam os passos que a indústria vai dar para em 2050 estar totalmente descarbonizada, num objectivo que se alinha com o Acordo de Paris, para limitar o aquecimento global em 1,5ºC, e que vão evitar, até 2030, a emissão atmosférica de cerca de cinco biliões de toneladas de CO2.

Nas palavras de Thomas Guillot, CEO da GCCA, “a cooperação global na descarbonização do betão é uma necessidade, já que os países que precisam de desenvolver as suas infra-estruturas e habitação serão os maiores utilizadores de betão nas próximas décadas”.

Num futuro não distante, antevê “um mundo em que uma economia sustentável e de zero carbono será construída com betão verde” e defende a importância de que “todos os governos usem o seu poder de encomenda para preferir betão de baixo carbono nas suas infra-estruturas e habitação e para mudar a legislação que limita o uso de materiais reciclados e atrasa a transição para uma economia circular e de baixo carbono”.

Albert Manifold, presidente da GCCA, por sua vez, sublinha que “este roteiro considera o compromisso da indústria numa mudança positiva”. “Vai permitir-nos uma transição sustentável para a neutralidade carbónica enquanto continuamos a abastecer a sociedade com o betão indispensável ao seu crescimento e prosperidade”.

Já António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, apela a “todos os governos e parceiros relevantes neste processo que alinhem financiamentos, públicos ou privados, e processos de compra para criar sólidos mercados de produtos neutros em carbono e desenvolvam roteiros nacionais de neutralidade carbónica”.

No seu entender, “três quartos das infra-estruturas que existirão em 2050 ainda não foram construídas e, sem uma acção credível imediata, as futuras gerações não terão um planeta habitável em que possam construir”.

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