20 Agosto 2022, Sábado
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Associação José Afonso quer sensibilizar jovens para a defesa dos direitos humanos a partir das suas canções

Projecto desenvolvido “fundamentalmente no terceiro ciclo do ensino básico”, assim como junto do “movimento associativo”

 

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A sensibilização dos jovens para a defesa dos direitos humanos a partir das canções de José Afonso é o objectivo do projecto “Canto Moço – os direitos humanos na voz de José Afonso”, ontem apresentado em Setúbal.

Segundo Helena Carmo, da Associação José Afonso, os principais vectores do projecto passam por “trabalhar com os jovens nas escolas, mas também com o movimento associativo, sensibilizando para a importância da defesa dos direitos humanos, a partir das canções de José Afonso”.

“O `Canto Moço´ é uma canção do José Afonso, que nós resolvemos utilizar para fazer um trabalho com os jovens, fundamentalmente no terceiro ciclo do ensino básico, na disciplina de Cidadania, no sentido de que eles valorizem e implementem e que eles olhem a necessidade de salvaguarda e defesa dos direitos humanos”, sublinhou.

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Helena Carmo referiu também que a iniciativa prevê o desenvolvimento de “uma aplicação informática, um jogo didáctico, que possa ser utilizado pelos jovens, para pensarem e para se transformarem eles próprios em sujeitos da defesa dos direitos humanos, a partir dessa interligação com as canções”.

“A associação nasceu logo a seguir à morte de José Afonso, já lá vão mais de 30 anos, e há uma preocupação que se tem mantido ao longo do tempo, que é conseguirmos levar aos mais jovens a sua obra”, recordou.

Há cerca de dois anos, quando a associação já procurava novas estratégias para dar a conhecer a obra do poeta-cantor, tomou conhecimento do programa Cidadãos Activos, que é gerido pela Fundação Gulbenkian e financiado por três países do Norte da Europa.

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A candidatura apresentada pela associação, no valor global de 90 mil euros, montante que será financiado em cerca de 90% pelo programa, foi aprovada e o projecto, com uma duração inicial de 26 meses, já está a ser implementado no terreno.

“Nós temos parceiros, temos um parceiro institucional que é a Câmara Municipal de Setúbal, onde temos a sede nacional, e já estamos em contacto com as escolas do concelho no sentido dessa implementação”, disse Helena Carmo.

“E depois temos parceiros mais associativos – a Associação Moinho da Juventude e a Associação SOS Racismo -, com quem pretendemos articular o trabalho conjunto do movimento associativo”, acrescentou.

Helena Carmo referiu ainda que, não obstante tratar-se de um projecto datado no tempo, o objectivo da associação é manter e reforçar essa relação com os jovens e com o movimento cultural e associativo muito além destes primeiros anos do “Canto Moço”.

GR 

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