22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Mercado do Livramento celebra 145 anos plenos de história e boas recordações

Apesar da pandemia, aniversário é assinalado amanhã com orgulho por parte dos comerciantes, principalmente dos que cresceram entre o peixe e as hortaliças

 

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O Mercado do Livramento continua a ser conhecido maioritariamente pelo pescado e produtos agrícolas e hortícolas de grande qualidade, tanto pelos setubalenses como por quem visita a cidade, mas nele vende-se um pouco de tudo, desde enchidos, mel, pão e flores, ao artesanato, com produtos que enchem os olhos.

Mariana Bombico e o seu companheiro, entrevistados por O SETUBALENSE, contam que é a primeira vez que visitam o mercado. “Ouvimos falar muito bem e viemos conhecer. Ouvimos dizer que era um mercado com história e que tinha muita diversidade, e realmente comprova-se”, afirma Mariana.

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“Se estivéssemos com fome levávamos de tudo. Como não é o caso comprámos chapéus, que não encontrávamos em lado nenhum”, conta.

A beleza do edifício também faz as delícias dos turistas, que admiram a enorme fachada cor de salmão, as estátuas alusivas aos vários ofícios, e o famoso painel de azulejos azuis e brancos na parede sul.

Da autoria de Rosa Rodrigues, a retrata cenas do quotidiano de Setúbal do início do século XX, tendo sido colocado nos anos 40. A alma do mercado são os seus comerciantes, quer os mais velhos, quer os mais novos, mas principalmente aqueles que se recordam com amor dos anos ali passados.

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Isaura Rosa (Zazá) vende aqui flores há 42 anos, e recorda com nostalgia a altura em que começou a trabalhar, e em que a entrada dos produtos no mercado ainda era feita de carroça.

“Quando o meu pai adoeceu, eu vim para aqui ajudar a minha mãe. Eles vieram para cá no início, quando fizeram o mercado. O meu pai ainda entrava com o carro cá dentro para descarregar”, conta.

As flores, trazidas de estufas das zonas de Alcochete e do Montijo, são agora transportadas de carro e descarregadas à porta do mercado. Apesar das dificuldades impostas pela pandemia, Zazá afirma que as flores se vão sempre vendendo.

“Para um aniversário, uma festa, uma coisinha. Uma ou duas florinhas é só um símbolo”. Delmira dos Anjos, de 74 anos, veio para o mercado aos 17 e expressa abertamente o orgulho que sente no seu local de trabalho, que é agora partilhado com quatro sobrinhos.

Um dos seus orgulhos é também a qualidade do pescado que se vende no mercado, que apresenta grande variedade, ao contrário do que se encontra nos supermercados.

“Aqui, o peixe é geralmente, quase todo, nacional. A gente vai às superfícies e não vê as qualidades de peixe que nós temos aqui. Evidentemente que aqui há muita escolha, nós temos 90 pedras a vender, e qualquer pessoa chega e escolhe. No supermercado é diferente, só compra aquilo que lá está. Temos peixe fresco porque conseguimos vender o peixe quase todo”, conta.

Delmira admite que a venda no mercado é agora também uma forma de passar o tempo e de se “manter mais jovem”. Luís Rosa, que vende mel há 16 anos, deixa transparecer o carinho que tem pelo seu ofício.

Apicultor de profissão há mais de 40 anos, Luís explica qual é o percurso do mel até chegar à sua banca. O estado da colmeia é supervisionado para ver “se tem criação, se está bem alimentada, e há medida que o ano corre, temos de fazer o ajustamento para que possa produzir”.

A parte final da colheita do mel é a creste, onde se retiram os favos da colmeia, para que depois se possa fazer a extracção na sua melaria.

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