22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Gato preto na Casa do Turismo tem um irmão mais velho a ‘passear’ nos telhados de Leiria

Felino sadino, da autoria de Ricardo Romero, tem muitas semelhanças ao que se encontra no Centro Cívico leiriense

 

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Os setubalenses que por estes dias visitem Leiria vão encontrar um ponto em comum entre as duas cidades, mesmo que separadas por mais de 180 quilómetros: um gato preto a ‘passear’ pelos telhados.

É que Setúbal, geminada com o concelho leiriense, presenteou a comunidade no passado dia 28 de Abril com uma escultura, em resina acrílica, intitulada “O Gato e o Vento”, com cerca de 3,8 metros de comprimento e 2,3 metros de altura.

O felino, instalado na Praça de Bocage, tem muitas semelhanças ao que se encontra desde 2019 nos telhados do Centro Cívico de Leiria, em pleno centro histórico, e a história que os liga poderá ganhar maior força no futuro.

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JOAQUIM DÂMASO / RL | “Gato Preto” de Leiria era para seguir caminho rumo a Setúbal, mas Câmara leiriense optou por adquirir a obra

Ricardo Romero, autor dos dois projectos, explicou ao Região de Leiria que a ideia inicial era o “Gato Preto”, entretanto assim baptizado, ficar na região por um curto período e, posteriormente, seguir caminho rumo a Setúbal.

No entanto, o interesse que a escultura suscitou entre a população levou a Câmara Municipal de Leiria a adquirir a obra.

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O artista acabou por não desistir de trazer a obra até territórios sadinos e, ao conhecer a geminação entre os dois concelhos, entendeu que “poderia fazer todo o sentido” e até ser criado “um elo de ligação” entre as autarquias, com “estes dois irmãos [gatos]”.

“São duas peças distintas, mas eles [gatos] acabam por ser como irmãos. Efectivamente havia essa vontade do município de Setúbal em ter esta peça, que já estava em Leiria, e assim aconteceu”, confirmou.

Apesar de a autarquia não ter revelado o valor da obra, foi estabelecido um contrato entre a edilidade e o artista no valor de 14 mil euros, que não especifica se o montante diz apenas respeito à instalação de “O Gato e o Vento” ou se envolve outros trabalhos.

Tal como em Leiria, o escritor Paulo Kellerman foi convidado a “interpretar e acrescentar uma camada” à ideia inicial da obra. O conceito, que partiu da expressão “olhar e não ver”, acabou por ganhar força.

“Estamos a falar de um gato em cima do telhado, mas aquela peça é muito mais do que isso. Muitas vezes ficamos pelo figurativo e por aquilo que estamos a olhar à primeira vista, mas o mais interessante é perceber que existe uma história por trás da peça”, justifica Ricardo Romero.

Setubalenses encantados dizem que peça sobressai

O gato que agora mora nos telhados da Casa do Turismo, em Setúbal, tem encantado os setubalenses.

“Quando o vi nas redes sociais até pensei que era montagem, mas quando o vi ao vivo, a nível estético, achei uma coisa diferente e engraçada. Gosto desta obra”, começou por explicar Cláudio Catarino a O SETUBALENSE.

Já Bárbara Dimas, residente na cidade, considera “uma pena não serem mais gatos”, referindo que a estátua “sobressai” à vista, opinião partilhada por Maria João Viegas e Maria luís Gouveia.

Junto à Praça de Bocage mora Jaira Tomázio e Horácio Tomázio, casal que diz achar o gato “lindo”. “Sempre que vou passear o cão, admiro a escultura”, garante Horácio Tomázio.

Isabel Cabrito, por sua vez, é “transeunte habitual” da zona. Apesar de não olhar “todos os dias” para a escultura, confessa lembrar-se por vezes que “ela está ali”. “[O Gato] é muito giro, embora não tenha nada a ver. É diferente e alegrou a Praça de Bocage. Já estou habituada”, admite.

Também Henrique Gomes, amante de felinos, classifica a peça como “engraçada”. “Deu valor à zona”, reforçou. “Fofo, lindo, bonito e grande”, foram alguns dos adjectivos utilizados por um grupo de crianças, associadas ao “Projecto Sem/100 Diferenças”, para caracterizar a arte.

Contudo, há quem seja de opinião diferente, explicou Mafalda Neutel, técnica turística da Casa do Turismo, a O SETUBALENSE. “Tem despertado diversos sentimentos. Uns ficam mais indignados, outros mais curiosos, mas tem sido comum a paragem de pessoas que fotografam e perguntam informações sobre a obra”, sublinha.

Maria Isabel Segurado admite perguntar-se qual será o significado da escultura para a cidade sadina, uma vez que considera que esta “não tem nada a ver com Setúbal, nem com o edifício que ali estava [Clube Militar de Oficiais]”.

Enquanto observava a peça, uma professora de desenho, cujo nome não quis identificar, expressou que “o gato está demasiado grande”. “Acho piada, mas está um pouco fora da escala”, admitiu.

A partir do espaço Moscatel de Setúbal Experience, a funcionária Beatriz Fernandes demonstrou gostar do felino preto, mas revelou que a obra já se tornou “indiferente”.

Curiosos têm também ficado os viajantes nacionais e estrangeiros, por se tratar de uma “coisa fora do vulgar”, comentou Madalena Duarte, residente em Lisboa. “É algo que faz fugir a vista para aquele sítio. Até íamos agora tirar uma fotografia com o telemóvel”, comentou, a concluir.

T.A. / M.G.

* Publicação simultânea com o jornal Região de Leiria

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