10 Maio 2021, Segunda-feira
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Galeria Municipal do 11 destaca obras da família Eloy com exposição de trabalhos do século passado

Mostra dedicada à pintura e fotografia está a ser organizada pela câmara municipal e vai contar com contributos de três gerações

 

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A família Eloy vai estar em destaque na Galeria Municipal do 11 a partir do próximo dia 8 de Maio, e até dia 17 de Julho, com a inauguração de uma exposição composta por obras de pintura e por trabalhos em fotografia, elaborados por Mário Eloy pai, Mário Eloy filho e Sérgio Eloy.

A mostra, que nos remete para o século passado, está a ser organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, tendo sido sugerida por José Matos Cardoso, “que possui ligações familiares com os Eloy”, explicou a autarquia em nota de Imprensa.

A exposição, intitulada “Uma família de artistas no século XX em Portugal – Mário Eloy (pai), Mário Eloy (filho), Sérgio Eloy – Pintura e Fotografia”, tem entrada livre e pode ser “apreciada de terça-feira a domingo, das 11h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00”.

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“Não sendo possível apresentar mais obras de Mário Eloy pai, devido à fragilidade do seu estado de conservação – embora apresentando-as em écran led –, a presente exposição centra-se na obra pictórica, pouco conhecida entre nós, de Mário Eloy filho, julgada por muitos quase desaparecida, e nas principais séries fotográficas de Sérgio Eloy, também pouco divulgadas”, explica o historiador Fernando Pereira, de acordo com a mesma nota.

A família Eloy tinha já ligação à cidade de Setúbal, uma vez que o Museu de Setúbal / Convento de Jesus conta na sua colecção com um “auto-retrato de Mário Eloy”.

Ligação da família Eloy às artes surge em 1919

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Foi no ano de 1919 que Mário Eloy soube que queria ser artista, durante uma viagem ao Museu do Prado, “diante dos grandes mestres”. “Ao regressar a Lisboa, e com o seu ateliê de pintura instalado no teatro D. Maria II, desenvolve, no seu autodidactismo, uma carreira de retratista, seguindo as pisadas simbolistas de Columbano, mas já tocado pelas abordagens modernistas de Eduardo Viana, seu mentor”.

Passados seis anos, parte rumo a Paris. Nesse “período absorve as novidades do Cubismo e do Fauvismo” e produz “o encantador Auto-retrato”, que vai estar presente na exposição a inaugurar na Galeria Municipal do 11.

“Sugestionado pelas derivas expressionistas contemporâneas, muda-se em 1927 para Berlim, onde virá a casar com Theodora Severin (Dora), dias depois do nascimento do filho de ambos, Mário António Horst Eloy de Jesus Pereira. Fixa-se em Lisboa, sem a família, a partir de 1933 e atinge nesta década o seu apogeu artístico, num percurso de matriz expressionista dominado pelas inquietações pessoais. As suas propostas estéticas radicais singularizam-no na arte portuguesa da época”, revela a mesma nota do município.

Em 1939, começa a sentir “o agravamento da doença (Coreia de Huntington), que irá ditar o seu internamento em 1942. A sua pintura e desenho, na sua fase final, carregam-se de pessimismo e de visões desesperadas. Morre alienado e quase na miséria em 1951”.

Já Mário Eloy filho, “ao contrário do pai, autodidacta assumido, “recebe educação na Escola Alemã da Haia e formação artística na Academia Livre da mesma cidade, com o intuito de se dedicar à cerâmica, mas por volta de 1954 decide dedicar-se à pintura”.

O seu filho, por sua vez, “interessa-se pela fotografia a partir de 1973, frequentando o IADE”. O seu trabalho “apresenta-se numa linha de continuidade com a última obra abstracta, gestual e minimalista do pai, embora num médium diferente. Adopta a abstracção fotográfica assente na exploração micro de texturas de cores e formas em velhos muros ou outras superfícies marcadas pelo tempo”.

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