10 Maio 2021, Segunda-feira
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Fidélio Guerreiro sustenta candidatura a Setúbal para resolver problemas e conquistar fundos comunitários

Afirma-se como “um setubalense convicto” e quer dar nova vida a um concelho que diz ter boa imagem, mas muitos problemas

 

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Fidélio Guerreiro, que avança como candidato independente à Câmara de Setúbal nas autárquicas deste ano, sustenta a sua decisão na vontade de dar um novo élan a um concelho que considera não estar a ser bem tratado pelo Governo socialista, e também questiona a actual governança da maioria CDU.

Assinando a sua candidatura como “Um Setubalense Convicto”, Fidélio Guerreiro, que acabou de bater com a porta ao Partido Socialista depois de 46 anos como militante, o qual acusa de “promessas não cumpridas” quanto ao concelho sadino e Península de Setúbal, tem na calha a criação do movimento “Amar Setúbal” para ultrapassar os problemas de um concelho com “120 mil habitantes, e com uma potencialidade incrível, uma das mais importantes de Portugal”.

Ao mesmo tempo que aponta a imagem “muito positiva criada pela actual presidente da Câmara, Maria das Dores Meira”, do concelho de Setúbal, também diz, pelo diagnóstico que fez ao território, que o mesmo “apresenta problemas que qualquer candidato tem de considerar no futuro exercício do cargo”, de presidente da autarquia.

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Numa primeira linha, aponta as dívidas da Câmara Municipal, em que considera “fundamental, por questões de ética e de solidariedade política, informar os habitantes do concelho e os candidatos, sobre quais são os problemas que vão encontrar”.

Afirma ainda que “urge resolver” a situação das famílias “altamente carenciadas, que, no concelho, vivem em condições desumanas, sem habitação, emprego, saúde e capacidade de sobrevivência e, em especial sem qualquer espectativa de vida”, isto num município onde “a coesão social é realçada, mas na realidade, não praticada”.

Outra decisão que coloca na sua candidatura é ajudar o Vitória FC a ultrapassar a actual critica situação financeira. “Julgo que as dívidas acumuladas, as questões legais e, um passado de gestão ruinosa, teve esta consequência terrível em que os setubalenses e, em especial, os vitorianos se sentem profundamente defraudados”. A isto acrescenta a parte desportiva, em que o clube da cidade foi remetido para a descida, administrativa, de divisão.

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“É preciso perceber quanto importante é o Vitória sobreviver e que suba rapidamente ao escalão principal de Portugal, 1ª Liga, quando agora milita no campeonato de Portugal, não tem receitas, nem dinheiro, mas dívidas”. E acrescenta: “É fundamental que os setubalenses ajudem a actual direcção fazendo-se todos sócios do Vitória e até as empresas da região venham em seu socorro”.

Para Fidélio Guerreiro, não existem dúvidas de que o Plano de Recuperação e Resiliência “deviria compensar o Vitória pelo impacto da pandemia que condicionou a solução legal, e pela falta de receitas directas e dos apoios da televisão”.

Fazer baixar o índice de desemprego é outra das razões do candidato que lista na sua apresentação ter sido por três vezes presidente da Assembleia Municipal de Setúbal, foi presidente da Associação Empresarial da Região de Setúbal, AERSET, e esteve envolvido na Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setúbal que, “entre 1989/93, conseguiu fundos comunitários para a região”.

“Isto aconteceu reduzindo o desemprego do 20,1% para 10% em cinco anos, pois face aos apoios Comunitários e ao Governo de então que apoiou esta estratégia, conseguiu-se o investimento de 58 projectos, de Investimento Estrangeiro e quase 200 projectos de Investimento Nacional”.

E relembra que com a realização destes projectos “a Península de Setúbal, cresceu, consolidou-se e chegou a ser a primeira da Zona Industrial de Portugal. Hoje é a 16.ª mais pobre”. Ao que questiona: “Então porque é que não há apoio dos fundos comunitários para recuperar e potencializar a Península de Setúbal?”.

“É por isto, e em defesa da minha região e em particular do concelho de Setúbal, que me candidato à presidência da Câmara Municipal de Setúbal”, afirma.

 

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