3 Outubro 2022, Segunda-feira
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“Temos uma grande possibilidade de destruir o que nos rodeia antes de o perceber”

Conferência organizada pela UNISETI contou com a presença do professor sadino, que falou sobretudo sobre o clima

 

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A Universidade Sénior de Setúbal (UNISETI) desafiou o professor Viriato Soromenho-Marques a falar para mais de 80 alunos da instituição, através de uma plataforma online. Entre o ambiente, o clima e a ecologia, uma das maiores figuras setubalenses actuais discorreu sobre os mais diversos temas, deixando desde logo assente uma das suas principais ideias: os problemas climáticos são dos maiores que enfrentamos e foram causados por nós, humanos.

Uma vez que existe tanta interacção negativa com o meio ambiente, Viriato Soromenho-Marques, citando o relatório Living Planet Index, explicou que “entre 1970 e 2016, as populações de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes diminuíram 68%” e que “em 2020 foram emitidos para a atmosfera mais gigatoneladas de carbono do que durante o período que vai de 1750, início da revolução industrial, até 1988”.

“Temos uma grande possibilidade de destruir o que nos rodeia antes de o perceber. Somos um elefante numa loja de porcelanas”, afirmou, ainda, pegando no facto de o ser humano estar “a destruir os habitats de outras espécies e a diminuir o seu espaço”.

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Outro aspecto referido pelo professor sadino como sendo importante foi o das doenças transmitidas através de forma zoonótica (através dos animais), entrando aqui, também, “a intrusão brutal e destruidora da espécie sobre a biodiversidade e uma dieta excessivamente carnívora”. Assim, refere que “75% das novas doenças têm origem nesse tipo de transmissão”.
Ao falar sobre a ideia de que a tecnologia viria a resolver tudo e mais alguma coisa, o que acabou por não acontecer, Soromenho-Marques afirmou que não se pode separar o ambiente da tecnologia.

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