6 Julho 2022, Quarta-feira
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Chaminés resistem a primeira tentativa de implosão

Falha na comunicação com os detonadores impediu explosão e poupou torres de 200 metros

Uma falha de comunicação entre detonadores obrigou, no sábado, a EDP a adiar para data a definir a demolição, por implosão, das duas torres da antiga Central Termoeléctrica de Setúbal.

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Segundo apurou O SETUBALENSE junto da EDP, a operação deverá ser agora reagendada para dentro de uma ou duas semanas.

A demolição estava prevista para sábado por volta das 13h00, mas, após sucessivos atrasos, a operação, com recurso a explosivos, foi adiada para outro dia.

A implosão das torres, pela sua envergadura e invulgaridade, prendeu a atenção de milhares de pessoas durante a hora de almoço de Sábado. Nas imediações do local preparado pela EDP para a comunicação social e convidados, no campo do Praiense, e um pouco por toda a localidade de praias do Sado, eram muitas as centenas de populares que queriam ver ao vivo. Muitos outros assistiam através de directos, como o d’O SETUBALENSE, que alcançou milhares de visualizações no Facebook.

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Na tenda que a EDP instalou para convidados, foi explicada, pouco depois do meio-dia, como estava organizada a operação. Segundo Rui Teixeira, da EDP Produção, foram colocados 150 a 200 quilos de explosivos na base de cada uma das chaminés e, em volta, há piscinas de água, também com explosivos, para que, com a explosão, seja criada uma cortina de água de forma a minimizar a projecção de poeiras.

O derrube das duas torres, que medem 200 metros de altura e pesam 11 mil toneladas, é um marco no desmantelamento da antiga central, que está a 60% e ficará concluído até final do presente ano. Após esta fase de desmantelamento, seguir-se-á a limpeza e descontaminação dos solos.

De acordo com Rui Teixeira, a desactivação da unidade custa 18 milhões de euros à EDP e 90% dos materiais sobrantes são reaproveitáveis. Muitos para a sucata e, no caso do betão das torres, para enchimento de terras ou brita.

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Nova central de energia limpa
Nos terrenos da antiga central vai nascer um novo projecto, de energias renováveis. A EDP ainda não revelou, mas, segundo o presidente da Junta do Sado, Manuel Véstias, poderá ser uma central fotovoltaica.

A presidente da Câmara de Setúbal também esteve no local e sublinhou que as duas chaminés fazem parte das memórias de uma geração de setubalenses e praienses e defendeu que a demolição é importante para a paisagem desta área do concelho.
Dores Meira prestou homenagem aos sete trabalhadores que morreram em 1994 num acidente no interior das torres.

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