26 Junho 2022, Domingo
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Semana do Mar reforça relação com o Sado e levanta questões ambientais

Dar mais relevo ao Sado como factor económico e lazer está na perspectiva da Semana do Mar que, na sua sexta edição, reforça as questões ambientais e mais uma vez haverá Veleiros ao Luar

 

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Até 29 de Setembro está a decorrer a 6.ª edição da Semana do Mar, uma iniciativa marcante em Setúbal que junta em parceria a Câmara a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, a Aporvela e a Marinha Portuguesa. Na sessão de abertura, ontem na Casa da Baía, o vereador Pedro Pina, responsável pelo departamento da Cultura, destacava a importância das parcerias para desenvolver eventos que elavam a cidade.

Em especial, o vereador apontou a administração portuária por, em conjunto com o município, “partilhar da visão sobre o que pode ser a convivência das funções económicas que habitam as margens ribeirinhas com as necessidades dos que procuram o rio para o lazer e outras actividades”.

Com a cidade a depender em muito do Sado, quer por factor de lazer quer por actividade profissional, Pedro Pina, na sua intervenção, quase deu resposta à polémica que tem rodeado as obras de alargamento do canal de navegação ao Porto de Setúbal, nomeadamente as polémicas dragagens. Dizia o vereador que no passado, “era difícil compatibilizar usos industriais e portuários com a preservação ambiental. Hoje, com a evolução do saber e da tecnologia, temos a certeza de que é possível, e sem aceitar previsões catastróficas sem qualquer sustentação científica, conjugar o respeito pelo nosso rio com a sua utilização portuária já milenar”.

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Mas também garantiu que o poder político autárquico está pronto para intervir para a “vigilância necessária para que este rio que aqui se faz mar seja respeitado. Em poucas palavras, Pedro Pina define: “queremos mais cidade e mais rio”.

É toda esta relação que a Semana do Mar quer reforçar nos setubalenses e revelar aos visitantes. “O intuito é dar a conhecer as acções relacionadas com a Economia Azul, nomeadamente o turismo e as actividades portuárias, que tanto contribuem para o desenvolvimento sustentado da região de Setúbal e do país”.

Um conceito reconhecido pelo vogal do conselho de administração da APSS, Ricardo Medeiros, que sublinhou os protolocos de gestão partilhada com a Câmara de Setúbal, nos últimos anos. São “passos determinantes com vista ao desenvolvimento do concelho e das actividades portuárias”, considera

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A Semana do Mar é, segundo Ricardo Medeiros, outra acção importante que tem contribuído para o aprofundamento da relação entre as duas entidades, mas também para estabelecer outras parcerias, como por exemplo, com a Aporvela, que, desde a primeira edição é coorganizadora do evento.

“Começámos como um pequeno evento e continuamos a caminhar a passos largos para novas edições. Isto significa que estamos no rumo certo”, afirmou o gestor de operações da Aporvela, Filipe Costa.
Na edição deste ano mais uma vez vão estar disponíveis visitas escolares e públicas aos navios Fryderik Chopin, Galeão Andaluzia, Caravela Vera Cruz e Pogoria. Decorrem ainda conferências sobre temáticas ligadas com o ambiente, mais concretamente com a vida dos mares e rios.

Ontem, na Casa da Baía, começou a 2.ª Conferência Portuguesa sobre o Lixo Marinho que inclui vários painéis e termina no sábado. O grande tema em debate são os microplásticos, um problema que preocupa todo o mundo civilizado.

Outra conferência está marcada para dia 26, e tem por tema “De Setúbal para o Mundo”, evento com inscrições em curso e que decorre a partir das 09h00, no Fórum Municipal Luísa Todi.

Nesta Semana do Mar haverá também lugar para visitas guiadas ao Convento de S. Paulo, para a simulação de um leilão à voz na Docapesca, batismos de mar, batismos de mergulho, passeios no Sado em embarcações tradicionais e regatas.

 

Unir esforços contra marés de plástico

 

A Semana do Mar começou com a 2.ª Conferência Portuguesa sobre Lixo Marinho e Microplásticos, organizada pela APLM, em parceria com a Associação Baía de Setúbal, principal patrocinador da conferência, e o apoio da Câmara Municipal de Setúbal.

No primeiro painel do encontro, a reflexão incidiu sobre “Soluções Políticas e Sensibilização”, com a directora do Departamento de Resíduos da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, Ana Cristina Carrola, a salientar a importância das medidas legislativas nacionais e comunitárias, tomadas nos últimos anos, para a redução de plástico no ambiente.

A responsável sublinhou que a Estratégia Europeia para os Plásticos na Economia Circular contempla medidas como a Directiva Plásticos de Uso Único, que define “até 2030, assegurar que todas as embalagens de plástico colocadas no mercado sejam reutilizáveis ou facilmente recicláveis”.

A nível nacional, foi criado um grupo de trabalho que, no final de 2018, apresentou um conjunto de propostas para a redução do uso dos plásticos, como a criação de incentivos no âmbito do apoio à inovação, a realização de campanhas de sensibilização e a manutenção da contribuição paga ao Estado sobre os sacos de plástico leves.

Para Ana Cristina Carrola, um dos grandes desafios consiste em “manter alinhadas as estratégias nacional e comunitária” para que possam conduzir a uma efetiva mudança de comportamentos e hábitos de consumo para tornar ambientalmente sustentável o uso do plástico.

Já a directora de serviços estratégicos da Direcção-Geral de Política do Mar, Conceição Santos, destacou a Agenda 2030, constituída por 17 objectivos de desenvolvimento sustentável a nível internacional, que contempla um objetivo direcionado especificamente para a Vida na Água, com o qual Portugal também se compromete.

“Uma das principais metas consiste em prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha, tendo em conta que, 80 por cento do lixo marinho tem origem em actividades em terra e que 60 a 80 por cento são resíduos de plástico.”

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