Deputados do PS questionam Governo sobre alternativas de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra

Deputados do PS questionam Governo sobre alternativas de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra

Deputados do PS questionam Governo sobre alternativas de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra

A via de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra está totalmente cortada a todos os veículos e pessoas até nova avaliação da Infraestruturas de Portugal, prevista para esta terça-feira

Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Setúbal questionaram o Governo sobre que alternativas de acesso estão previstas para o Porto de Abrigo de Sesimbra, uma vez que a atual via está encerrada devido ao deslizamento de terras.

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Num requerimento que deu entrada na segunda-feira no parlamento, os deputados apresentam um conjunto de perguntas sobre o encerramento da Estrada Nacional (EN) 378 junto ao Porto de Abrigo de Sesimbra, decretado na quarta-feira, bem como “a insuficiência estrutural dos acessos ao Porto de Sesimbra”, infraestrutura que classificam como estratégica para a economia regional e nacional.

A via de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra está totalmente cortada a todos os veículos e pessoas até nova avaliação da Infraestruturas de Portugal, prevista para ontem.

Os deputados socialistas explicam que o Porto de Sesimbra é o primeiro porto nacional em volume de pescado e o segundo em valor, desempenhando um papel relevante na náutica de recreio e nos desportos náuticos.

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Contudo, salientam, “continua dependente de um único acesso rodoviário, a EN378, cuja fragilidade voltou a ser exposta com o encerramento determinado no dia 04 de fevereiro, após avaliação técnica da Infraestruturas de Portugal, da Proteção Civil e dos serviços daquela autarquia”.

Nas questões que deram entrada na Assembleia da República, os parlamentares referem que esta vulnerabilidade é conhecida há vários anos e que a inexistência de uma via alternativa para mercadorias e para a operação regular do porto representa um risco permanente para a atividade económica local, para o setor das pescas e para todos os agentes que dependem desta infraestrutura.

Nas perguntas endossadas ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, os parlamentares solicitam esclarecimentos sobre a duração prevista do condicionamento e os critérios técnicos para a reabertura total da EN378, bem como, quais as alternativas de acesso previstas para veículos pesados e para o transporte de mercadorias enquanto a situação perdurar.

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Além disso, os deputados socialistas pedem também a avaliação do impacto económico do encerramento desta via e a previsão de medidas de mitigação ou compensação aos agentes económicos.

Numa dimensão de longo prazo, os deputados questionam sobre o reconhecimento, por parte do Governo, de que a ausência de uma variante constitui uma vulnerabilidade estrutural.

“O bloqueio atual demonstra, de forma inequívoca, a urgência da edificação de uma variante ao Porto de Sesimbra, que garanta acessos ajustados à importância desta atividade económica, bem como a segurança de pessoas e bens”, sustentam.

O corte da via de acesso ao Porto de Abrigo de Sesimbra já levou a uma reunião extraordinária do Conselho Municipal das Pescas, na qual foi avaliado o impacto da ocorrência sobre a atividade, tendo sido apresentadas propostas para eventuais medidas de mitigação.

Entre as medidas propostas está a possibilidade urgente de medida provisória de contenção da arriba, que reduza riscos, e permita, pelo menos, a possibilidade de retorno ao uso de uma faixa de rodagem, em horário pré-definido, para veículos acima de 3.500 quilos (que não conseguem utilizar a plataforma de saída a nascente do Porto) e a possibilidade de isenção do pagamento dos títulos de utilização do domínio portuário e rendas, durante os dias correspondentes ao corte integral da via.

O Conselho Municipal das Pescas, que voltará a reunir-se hoje, terça-feira, apresenta ainda como proposta a possibilidade de uma moratória, durante o período estritamente necessário para empréstimos correspondentes à comparticipação dos armadores (capitais próprios), em embarcações novas e recentes que contaram com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência à sua construção.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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