9 Dezembro 2022, Sexta-feira
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Orquestra Geração da Boa Água desenvolve projecto de intervenção social através da música

Grupo actuou em Sesimbra no domingo a fechar a programação da Festa das Chagas

 

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A Orquestra Geração, inspirada no modelo venezuelano El Sistema, surge em Portugal em 2007 como projecto de intervenção social através da música, tendo-se decidido implementar um projecto piloto na Amadora que depois assumiu uma expansão a nível nacional.

“O projecto pretende ocupar crianças e jovens de forma a que não se percam, dando-lhes objectivos de vida, auto-estima e ferramentas essenciais para que sejam futuros bons seres humanos”, começa por dizer Vanessa Silveira, professora coordenadora da Escola de Música do Conservatório de Música Nacional, a O SETUBALENSE. “Partiu de uma ideia do Conservatório Nacional, nomeadamente do professor Wagner Diniz, que entretanto se expandiu e aqui estamos hoje, em várias escolas, muitos alunos e muito sucesso”, adianta.

Através de uma candidatura da Área Metropolitana de Lisboa e dos municípios de Sesimbra, Amadora, Loures, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira, ao POR Lisboa-QREN, em 2009, o projecto foi implementado no Agrupamento de Escolas da Boa Água na Quinta do Conde.

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Para Diana Abreu, professora coordenadora do projeto Orquestra Geração no Agrupamento de Escolas da Boa Água, apesar de ser “ensino especializado da música, o objectivo não é formar músicos mas sim pessoas, torná-las mais felizes e capazes, com o ensino da música, com mais ferramentas para saber lidar com tudo o que faz parte da vida de cada um de nós”.

 

“Não tocamos só música, tocamos vidas”

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Do total de 80 alunos que integram actualmente a Orquestra Geração, cerca de 20 já trabalham ou estão na faculdade mas mantêm-se no grupo. “Alguns não se lembram da sua vida sem fazer parte da orquestra porque começaram muito pequenos e temos a sorte de acompanhar estes alunos há 11 ou 12 anos. É maravilhoso”, partilham as professoras, adiantando que “não tocamos só música, tocamos vidas. Se quiserem seguir música, fantástico. Se não, enriquece-os na mesma e enriquece toda a cultura de uma comunidade”.

Diana Abreu considera ainda que “na Quinta do Conde certamente as pessoas já não olham para estas actividades como há 11 anos e isso é fundamental para que se continue a investir na educação artística e a acreditar que esta vai transformar a cultura de um país que infelizmente ainda não valoriza como gostaríamos o papel das artes dentro de uma comunidade”.

O projecto Orquestra Geração resulta de uma parceria entre a Escola de Música do Conservatório Nacional, as câmaras municipais e os agrupamentos de escolas. “É preciso que estas entidades concordem e mobilizem os seus meios para a criação de um programa em todos os níveis, iniciação, infantil e juvenil, com actividades musicais que se devem cumprir para todos estes níveis”, explica a professora Diana Abreu, que com Vanessa Silveira faz “a ponte entre alunos, família, escola, conservatório e autarquia”.

Neste momento, existe lista de espera para integrar a orquestra. Quando acontece, o aluno entra no nível de iniciação. Durante a semana, incluindo ao sábado de manhã, os horários dividem-se entre uma hora de formação musical, meia hora de aula individual de instrumento, caso seja nas cordas, no sopro ou na percussão, duas horas de naipe e três horas de orquestra. “Os horários são feitos de acordo com o horário que já têm na escola. As aulas ocorrem todas no nosso agrupamento de escolas”, refere. “Na Boa Água, como temos um projecto de inovação pedagógica a decorrer há cinco anos a orquestra foi ocupando um espaço cada vez mais relevante no percurso escolar dos alunos e neste momento já faz parte da avaliação global do aluno”, acrescenta.

O concerto que no domingo realizaram no encerramento da Festa das Chagas foi, nas palavras de Vanessa Silveira, “espectacular. Os jovens estavam super entusiasmados e o público adorou. Já estávamos todos a precisar de voltar aos palcos”. Entre os planos para o futuro estão os estágios de Verão, nos últimos anos cancelados devido à pandemia, que são “o apogeu do ano, onde que se juntam as crianças de todas as escolas. É sempre uma altura muito importante para a orquestra, o culminar de todo o trabalho realizado durante o ano”.

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