O Paulo Silva vai pedir uma reunião com a Fertagus e com o Governo para reivindicar mais comboios e carruagens
O presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, anunciou hoje, terça-feira, que vai pedir reuniões com a administração da Fertagus e com o Governo para que os passageiros do comboio da ponte tenham mais condições de transporte. O autarca disse que vai reivindicar a aquisição de mais carruagens e mais comboios para aumentar a capacidade de resposta aos utentes.
Paulo Silva falava aos jornalistas na estação de Corroios da Fertagus, depois de ele próprio ter viajado entre a estação de Foros de Amora e Corroios, ambas no Seixal. Uma viagem que teve um atraso de 20 minutos. “Queria apanhar o comboio das 8h11, mas só foi possível às 8h31”, disse. Isto numa viagem com as carruagens completamente cheias e sem condições de conforto. “É desumano ir trabalhar nestas condições”, expressou Paulo Silva que apontou ainda que são muitos os passageiros que têm de ficar na estação por não terem espaço para entrarem nas carruagens.
Depois de há cerca de um ano, também na estação de Corroios, Paulo Silva disse que ia expor à Fertagus e ao Governo os constrangimentos vividos pelos passageiros neste transporte. “Altura as coisas melhoraram, mas agora voltámos aos mesmos problemas”, afirmou, daí a voltar ao pedido de reunião com a empresa e com o Governo. “O comboio é o principal comboio para a população do concelho do Seixal se deslocar para o local de trabalho em Lisboa, te de ser feito com melhores condições”, reafirma
E acrescenta: “Já o exigimos no passado e iremos continuar a exigir e não vamos desistir enquanto não houver um transporte ferroviário em condições, com o necessário conforto”. “Quando falamos tanto em aumento de produtividade [dos trabalhadores] temos de lhes dar conforto para chegarem ao trabalho stressadas e cansadas para poderem produzir”.
Entretanto, está a decorrer online uma petição “Pela melhoria urgente do serviço da Fertagus e pelo fim dos atrasos e supressões constantes”, que denuncia a “degradação contínua do serviço prestado pela Fertagus, traduzida em atrasos frequentes, supressões de comboios, sobrelotação e falhas graves na informação aos passageiros”.
A decorrer desde o início de janeiro, a petição a ser enviada à Assembleia da República e Governo refere que “Apesar do serviço [da Fertagus] ser explorado em regime de concessão pública, os utentes não têm visto melhorias proporcionais nem respostas eficazes por parte da concessionária, nem uma fiscalização visível por parte do Estado”. A início da tarde de hoje, o documento contava com 3 723 assinaturas.
É ainda exigido que seja fiscalizado “de forma rigorosa o cumprimento do contrato de concessão da Fertagus”, que sejam tornados públicos os “dados reais de atrasos, supressões e incumprimentos”, que sejam “apuradas responsabilidades pelas falhas recorrentes do serviço”, se “exijam medidas concretas, eficazes e calendarizadas para garantir a fiabilidade, pontualidade e capacidade do serviço” e se “avaliem a aplicação de sanções ou a revisão do contrato de concessão caso os incumprimentos persistam”.