AMRS apresenta projeto que mapeia locais de brincar no distrito

AMRS apresenta projeto que mapeia locais de brincar no distrito

AMRS apresenta projeto que mapeia locais de brincar no distrito

Paulo Siva, presidente da autarquia do Seixal, disse que não será possível apagar o trabalho desenvolvido pela associação

A Associação dos Municípios da Região de Setúbal (AMRS) “continua a trabalhar para o futuro desta região”. Quem o diz é Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal e vice-presidente da AMRS. O responsável considera que quem quer “apagar esta associação” quer também “apagar a história do distrito de Setúbal” e que, “mais cedo ou mais tarde, a história acabará por apagá-los”.

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As declarações foram feitas durante a sessão de apresentação do projeto “Uma Região a Brincar – Mapa de Lugares Conhecidos e a Descobrir”, que decorreu no auditório dos serviços centrais da Câmara do Seixal.

Durante a apresentação do projeto destacou a relevância do mesmo, afirmando que esta é uma “grande homenagem a todos aqueles que lutaram para que o 25 de Abril fosse possível. Aqueles que, nas palavras de Soeiro Pereira Gomes, ‘foram os homens que nunca foram meninos’ porque nunca tiveram o direito a brincar, que tiveram de começar a trabalhar logo muito cedo”.

Ao abordar o período pré-25 de Abril no Seixal, relembrou que a maior corticeira do mundo tinha mais de metade de mão de obra oriunda de trabalho infantil, e, nesta época, não havia um parque infantil na localidade onde nasceu. Já depois do Dia da Liberdade foi feita a biblioteca municipal com “espaços para as crianças estarem, como a ludoteca e a bebeteca” e mais de 120 parques infantis e de infraestruturas desportivas. “Garantir o direito a brincar é, indubitavelmente, cumprirmos Abril”, disse ainda.

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Já Ana Teresa Vicente, presidente da Câmara Municipal de Palmela e da AMRS, destacou que a importância do projeto não se resume apenas a conhecer os locais, mas também ao contexto em que ele é apresentado, que é fundamental porque “é exatamente o momento em que as nossas crianças precisam de ser absolutamente desafiadas, desconcentradas daquilo que é hoje o seu foco, que são as tecnologias e são os ecrãs”, e que com a ajuda do ecrã poderia ser possível catapultar as crianças para um espaço real.

O projeto consiste na delimitação de espaços de brincar nos concelhos envolvidos – Alcácer do Sal, Alcochete, Grândola, Montijo, Palmela, Santiago do Cacém, Seixal, Sesimbra e Setúbal. Esses espaços foram colocados num mapa interativo, agora disponível ao público, com o objetivo de promover e destacar o trabalho desenvolvido na região. Esta iniciativa contou com a contribuição de 2300 crianças das escolas destes concelhos.

Segundo Sofia Martins, secretária-geral da AMRS, o mapa tem até cinquenta locais de cada um dos municípios, embora alguns deles tenham delimitado centenas deles. Para falar sobre o processo de conceção do projeto esteve Frederico Moura e Sá, urbanista e professor da Universidade de Aveiro e idealizador do mapa.

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Ao caracterizar a cidade como o “artefacto mais complexo que a humanidade já produziu”, afirma que ficou preocupado quando a sua filha, através de um desenho, reduziu-o a uma estrada e carros, e como esse e outros desenhos de crianças o levaram a ter a ideia de referenciar locais de brincar, que são formas de encontrar zonas da cidade onde é possível potenciar outros usos que não seja exclusivamente o carro.

A sessão de encerramento, depois de um debate, ficou a cargo de Maria João Macau, vereadora da Educação, Cultura, Tecnologias e Habitação da Câmara do Seixal, que destacou a relevância do brincar, referindo que este concilia áreas como a educação, a cultura, o urbanismo e o ambiente.

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