Sem dúvida um cartaz musical ao nível dos pergaminhos da Feira do Monte, uma das mais antigas do Alentejo, cujas origens remontam ao século XVI
Realiza-se este fim de semana a edição de 2026 da Feira do Monte, a ter lugar no Parque de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém. Entre as diversas atividades, feira franca, animação, artesanato, turismo e gastronomia, merece destaque a componente musical, com três nomes grandes da música portuguesa.
Hoje à noite, o hip-hop marca presença na Feira do Monte, com um dos nomes mais influentes do hip-hop: Valete. Com uma carreira de cerca de quase três décadas, Keidje Lima, artisticamente reconhecido como Valete, é, aos 44 anos, também reconhecido pela escrita interventiva, complexa e de consciência social, para a qual contribuiu seguramente, a sua Licenciatura em Ciências da Comunicação.
Quase vinte e cinco anos depois do icónico álbum “Educação Visual”, Valete apresenta-se com “Aperitivo”, um EP que segundo o próprio músico “é o culminar de uma longa preparação como rapper, letrista e músico” e que o faz sentir-se “mais preparado para escrever e produzir canções muito competentes”.
Amanhã, sábado, Marisa Liz, um nome incontornável, apresenta o seu segundo e mais recente álbum a solo, ”Relatos de um Coração Confuso” que confirma o caminho iniciado no pós-Amor Electro, com “Girassóis e Tempestades. Uma noite musical cheia de talento e emoções.
No último dia da Feira do Monte, domingo, Ana Moura traz a Santiago do Cacém a sua “Casa Guilhermina”, disco que, há cerca de quatro anos, marcou a grande mudança na carreira da fadista, onde inovação e modernidade assumiram papel de relevo.
“As Andorinhas”, “Jacarandá” ou “Agarra em mim”, temas de sucesso incluídos neste álbum, passarão decerto por este concerto de uma das mais prestigiadas, premiadas e internacionais cantoras portuguesas (parcerias com Prince, Rolling Stones, Herbie Hancock e Caetano Veloso, atestam-no).
Sem dúvida um cartaz musical ao nível dos pergaminhos da Feira do Monte, uma das mais antigas do Alentejo, cujas origens remontam ao século XVI.
Opinião Musical