FACTO DO ANO DE SANTIAGO DO CACÉM. Feito do movimento independente apoiado pelo PS, PSD/CDS-PP e IL ‘destronou’ a CDU (PCP/PEV)
O ano passado ficou marcado como o ano em que a Câmara de Santiago do Cacém deixou de ‘estar nas mãos’ da CDU, que comandava os destinos da autarquia há 50 anos. Bruno Gonçalves Pereira foi eleito presidente da autarquia, tendo encabeçado o movimento Somos Todos Cidadãos (STC).
O feito do movimento independente apoiado pelo PS, PSD/CDS-PP e IL ‘destronou’ a CDU (PCP/PEV) e ‘acabou’ com um dos ‘bastiões’ comunistas no Alentejo. Com isto o autarca referiu que a vitória foi “o verdadeiro ‘25 de abril’ em Santiago do Cacém”, município que era liderado pela coligação comunista desde 1976 – data das primeiras eleições autárquicas após a queda do regime salazarista.
No sufrágio de 2021 os eleitores decidiram que o órgão executivo fosse composto por quatro vereadores da CDU, dois do PS, um do PSD. Após as eleições do ano passado, e com 40,34% o grupo de cidadãos conseguiu três mandatos, número igual ao da CDU que também conseguiu três eleitos (39,67%). O Chega, terceiro partido mais votado (11,61%) passa a contar também com um vereador. A coligação BE-L-PAN ficou em 4.º dos mais votados (4,96%). A diferença de votos entre o primeiro e segundo lugares é de 93 votos.
No caso das freguesias, e apesar de ter perdido algumas, a CDU acabou a noite eleitoral com a liderança de cinco freguesias, mais do que o movimento independente que ficou com quatro. Já na assembleia municipal os dois partidos ficaram com o mesmo número de eleitos, nove.
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