Festival Queijo, Pão e Vinho é destino a inserir no GPS para este fim de semana

Festival Queijo, Pão e Vinho é destino a inserir no GPS para este fim de semana

Festival Queijo, Pão e Vinho é destino a inserir no GPS para este fim de semana

Animação ampliada com sunsets. Espaços reformulados. Francisco Macheta, presidente da ARCOLSA, realça apostas em certame que é referência regional

São Gonçalo, na freguesia de Quinta do Anjo, Palmela, é o destino a inserir no GPS daqueles que gostam de apreciar os melhores sabores da região da Arrábida. O Festival Queijo, Pão e Vinho está de regresso a partir da próxima sexta-feira, prolongando-se até ao domingo seguinte, com a oferta dos mais variados produtos regionais de excelência, atividades equestres e infantis, além de um incrementado programa de animação.

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“Este ano, em ternos de programa, a novidade é que iremos ter sunsets no sábado e no domingo no espaço exterior, para criar uma maior animação. Vamos apostar em DJ [Pedro Fragoso, da RFM, e Pedro Monchique] para se fazer esses sunsets, já que, ao que tudo indica, teremos bom tempo”, diz Francisco Macheta, que preside à Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida (ARCOLSA), entidade organizadora do evento.

Esta, porém, não será a única diferença a fazer-se sentir nesta 30.ª edição do certame, uma vez que a organização tem vindo a focar-se numa outra vertente de forma a engrandecer o festival.

“Basicamente, o investimento que fizemos foi em obras. A nossa opção este ano foi mantermos tudo, em termos de programação – além de incluirmos aqueles espetáculos de rua que não tínhamos [sunsets com DJ] –, e fazermos melhorias no espaço. Melhorias no auditório, onde decorrerão os showcookings, e na reparação do telhado do pavilhão”, revela o responsável.

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A aposta em melhorar espaços é, de resto, para continuar, de forma a elevar o estatuto do festival para outros patamares. “É isso que estamos a fazer. Estamos a reformular tudo em termos de espaço. Estamos a criar aqui maior comodidade para as pessoas que nos visitam. Tivemos um crescimento de visitantes muito grande desde 2022, portanto vamos reforçar sobretudo os espaços interiores, reformulá-los”, salienta.

“Já reformulámos todo o auditório, também já estivemos a fazer obras no Pavilhão do Queijo, Pão e Vinho, a criar mais espaços para as pessoas poderem estar sentadas a degustar. Uma das grandes mais-valias deste evento é que as pessoas, normalmente, permanecem por três, quatro ou cinco horas dentro do espaço. Portanto, é criar a maior comodidade possível para que as pessoas se sintam aqui o mais confortáveis possível. E a nossa intenção é continuar com as melhorias nos próximos anos. Acreditamos que, dessa forma, iremos aumentar o número de visitantes”, reforça Francisco Macheta, que anteriormente já havia estimado uma afluência de cerca de 20 mil visitantes para esta edição.

O rei do certame e a promoção
Outro dos fatores que podem contribuir para o crescimento do festival é um reforço da estratégia promocional, até em termos internacionais.

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O presidente da ARCOLSA admite que o futuro passa também por aí, mas frisa que em matéria de divulgação já se aposta nesse sentido e adianta: “Já tivemos aqui, inclusive, há dois anos, muitas excursões vindas de Espanha, porque Palmela é um município que até está geminado com Barcarrota, salvo erro. E, na altura, eles foram convidados para vir e ajudaram-nos na divulgação em Espanha. Portanto, isso é algo que está [em curso] no turismo internacional, temos já algumas campanhas a decorrer nesse sentido e é para reforçar”.

No plano interno, a aposta na promoção do festival passa muito pela “Grande Lisboa”. “O nosso público-alvo não se resume aos concelhos de Palmela, Setúbal, Sesimbra e a concelhos limítrofes, também é muito da Grande Lisboa.”

Rei do certame é o Queijo de Azeitão, um dos principais atrativos pela qualidade reconhecida interna e externamente. “Acho que o grande diferenciador, o grande ex-libris deste festival é o Queijo de Azeitão, que foi galardoado como o terceiro melhor queijo do Mundo agora no início do ano”, admite, sem deixar de destacar o peso dos restantes produtos. “É diferenciador, mas, juntamente com todos os outros produtos da Arrábida: o pão, o vinho, a doçaria e o mel, as compotas. Portanto, além do Queijo de Azeitão, a grande diferenciação aqui passa pelos pequenos produtores, com quem os visitantes podem conviver diretamente”, observa.

Este ano, o festival vai contar com 39 expositores de produtores, dos quais dois serão estreantes no evento e um outro regressa após um interregno na participação.

“Novos temos os Salgados Casa de Palmela, um produto da nossa região que até agora não tínhamos no festival, e a adega À Parte. E temos a Quinta do Alcube, que regressa após três anos de ausência”.

Queijo, pão, vinho, bolos, compotas, mel, licores, fruta, frutos secos e salgados, complementados por várias atividades, dão corpo a um cardápio de excelência para o próximo fim de semana e Francisco Macheta deixa um apelo: “Venham apoiar este evento, venham apoiar a pequena produção. É fundamental mantermos dentro da nossa região estes pequenos produtores, da parte artesanal”, conclui.

Queijo de Azeitão Dificuldades com escassez de mão de obra

O Queijo de Azeitão é um dos produtos de maior referência da região e sempre dos mais procurados. A sua excelência é até reconhecida além-fronteiras. Porém, este sector produtivo, tal como outros, tem vindo a debater-se com algumas dificuldades, face à falta de mão de obra.
Francisco Macheta reconhece que essa escassez é “um problema que se tem sentido”, o qual “é transversal a todo o País ou até toda a Europa”. “Há aqui uma interligação entre as queijarias e os produtores de leite e tudo o mais. De alguma forma, através da mão de obra asiática tem sido possível fazer face a isso”, explica. E, em jeito de alerta, faz notar: “A pastorícia não pode desaparecer. Ela é obrigatória.”

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