1 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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Morreu Sebastião Fortuna

Referência cultural do concelho de Palmela e da região faleceu no passado sábado aos 86 anos

 

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A Cultura ficou mais pobre no concelho de Palmela e na região. Mas a sociedade também, pelas qualidades humanas que Sebastião Fortuna detinha. O pintor e homem dos sete ofícios, que também se destacou no atletismo e no ciclismo – foi Campeão Nacional de Corta-Mato em 1955 e em 1961 correu a Volta a Portugal em bicicleta pelo Louletano, tendo ainda sido mecânico da equipa de ciclismo do Benfica – morreu no passado sábado, 14, aos 86 anos.

Natural de Quinta do Anjo, Sebastião Fortuna ficou ainda conhecido por ser um sonhador, no melhor sentido que a palavra tem para oferecer.

As mensagens de lamento pela perda fizeram-se notar no Facebook. Jorge Mares, presidente da Junta de Freguesia de Palmela, lembrou na rede social a dimensão do homem e artista. “Partiu um grande amigo, ímpar, o artista, um homem de grande sensibilidade, amigo da nossa terra que dizia ser também a sua. E assim foi sempre. Tive a felicidade de viver com ele momentos intensos à volta da nossa cultura, de histórias que ficam para a eternidade”, escreveu o autarca.

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Na página do PSD de Palmela foi também feita homenagem a Sebastião Fortuna. “Foi uma referência cultural do concelho de Palmela, em particular da Aldeia da Quinta do Anjo. O homem dos sete ofícios, como era conhecido, foi sempre um sonhador. Ficará para sempre eternizado pela sua arte, que o fez ser ‘O pintor do sonhos’”, lê-se na publicação da estrutura social-democrata.

‘Sebastião Fortuna – O pintor de sonhos’ intitula, de resto, o livro da poetisa Alexandrina Pereira, que foi lançado há precisamente um ano e um dia. A obra integra 25 poemas inspirados em outros tantos quadros de Sebastião Fortuna. “A poesia tem por base o quadro do Sebastião e também, particularmente, a frase que ele habitualmente atribui aos quadros. É uma forma de o homenagear e apoiar”, explicou então Alexandrina Pereira a O SETUBALENSE.

A última tela de uma vida dedicada à Cultura pintou-se agora, sob um fundo negro, de luto, pela perda de um homem bom e de um bom artista. À família enlutada e amigos, O SETUBALENSE endereça sentidas condolências.

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