28 Novembro 2022, Segunda-feira
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Espectáculo “Bom anfitrião” trabalha alterações climáticas com enfoque no legado a deixar às gerações futuras

Com estreia marcada para dia 2, em Montemor-o-Novo, o espectáculo “Bom anfitrião” passa por Palmela no dia 8 e chega a Sesimbra, ao Cineteatro Municipal João Mota, a 15, pelas 21h30.

Coreografado por Filipa Francisco, este projecto sobre as alterações alterações conta com a co-criação de quatro artistas de vários pontos do país, com “distintas experiências e formações, ligados à dança, ao teatro, à música e também às causas sociais”: Ana Vaz, de Montemor-o-Novo, Iza da Costa, de Palmela, Nuno Reis, de Sesimbra, e Luís Coelho Graça, de Santarém.

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A O SETUBALENSE, Filipa Francisco começa por dizer que “o espectáculo surge de um convite da associação Artemrede para criar algo com o tema das alterações climáticas, trabalhando com quatro artistas de quatro diferentes territórios” e contar que em Sesimbra foram “muito bem recebidos”.

A ideia de bom anfitrião, que dá nome à criação, “tem a ver com o facto de cada um dos artistas ser o anfitrião do seu território e o Nuno Reis, que toca acordeão no espectáculo, cuja música é também bastante potente e bonita, tem esse papel em Sesimbra”, explica.

Deste processo criativo fizeram igualmente parte residências artísticas, realizadas em cada um dos territórios de onde são provenientes os artistas e co-criadores. “Pudemos falar com associações e activistas que nos deram informações sobre as problemáticas referentes a cada um dos territórios e depois os próprios co-criadores trouxeram consigo estas malas que criámos, com os vários materiais lá dentro, para podermos trabalhar essas questões relacionadas com o seu território”, refere.

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O anfitrião de Sesimbra trouxe, como seu contributo, “a questão das lixeiras, o problema ambiental que existe no concelho. Mostrou-nos palavras usadas só em Sesimbra, toda a vida do território, passeou connosco de barco, dando-nos a conhecer em contraste zonas paradisíacas e zonas transformadas pelo homem”.

 

Acção participativa abre espaço de diálogo com o público

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A peça divide-se em três objectos: o espectáculo em si, seguido de um vídeo-documentário sobre o processo de criação e uma conversa com o público, “uma acção mais participativa que pretende fazer com que o público vá para casa a pensar, e na qual esperamos que em cada sessão os activistas estejam presentes na plateia para fazerem ouvir a sua importante voz”.

Nas palavras de Filipa Francisco, no documentário, “temos imagens muito bonitas de Sesimbra, realmente de uma beleza incrível, do poder da natureza, e por outro lado da construção e destruição que o homem vai fazendo para poder afirmar-se e ganhar espaço. Há outra forma possivelmente de o fazer ou pelo menos tem de ser repensada”.

Esta criação teve como ponto de partida a leitura e a consulta de diversos materiais relacionados com o tema, sem esquecer visitas realizadas a locais paradisíacos e a locais em risco ambiental. “O primeiro acto criativo passou pela leitura da obra ‘O bom ancestral’ de Roman Krznaric, filósofo que fala muito sobre a questão de nos focarmos num pensamento a longo prazo”, partilha, explicando que “é isso mesmo que aqui fazemos: em vez de nos focarmos no passado e no presente pensarmos as alterações climáticas a longo prazo, pensando muito nas próximas gerações”.

Em simultâneo, a leitura de um outro livro de um chefe índio da Amazónia sobre a importância da natureza contribuiu para o resultado que será apresentado a partir deste mês de Outubro, e até ao dia 4 de Dezembro, em vários locais de Portugal. “A partir destas duas ideias, ponto de partida, começámos a improvisar, com o corpo, porque é um espectáculo de dança. Tudo o que falámos e aprendemos sobre estas questões das alterações climáticas relacionadas com estes livros são colocados no corpo de uma forma bastante abstracta”, remata.

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