29 Setembro 2022, Quinta-feira
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Álvaro Amaro promete governar “sem receio”, em “diálogo e debate” com todas as forças políticas

Discussão do novo PDM vai marcar início do novo mandato em que autarca comunista quer ver reposta a NUTIII da Península de Setúbal

 

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Os novos órgãos municipais de Palmela tomaram posse segunda à noite, no Cine-Teatro São João, com Álvaro Amaro, reeleito para o último mandato que a lei lhe permite, a afirmar que vai governar em “diálogo e debate com todas as forças políticas” e sem medos.

“Não temos receio”, assegurou o presidente da Câmara, garantindo “continuidade, por um lado”, no caminho de “boas contas, redução de impostos e taxas, criação de emprego qualificado, coesão social e territorial”, e nos “elevados níveis de investimento” em infra-estruturas, espaço público, rede viária e ampliação da rede ciclável.

A fórmula de governação não foi revelada, mas O SETUBALENSE apurou que deverá ser seguido o modelo do último mandato, em que o vereador Pedro Taleço, do PS, aceitará pelouros, conferindo o “conforto” necessário à maioria relativa da CDU.

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O autarca da CDU referiu os quase 70 mil habitantes registados pelos últimos censos para sublinhar que o concelho “continua a crescer” e em “contraciclo com o país e com grande parte da região”. Palmela registou, nos últimos dez anos, o maior crescimento demográfico do distrito e o terceiro maior a nível nacional.

Para “corresponder à permanente atractividade do território”, Álvaro Amaro diz estar focado em continuar a criar equipamentos públicos. “Desde logo, escolas (depois de termos concluído, no último mandato, cinco ampliações e reabilitações de grandes centros escolares, estamos, já a preparar mais três, em Palmela, Cabanas e no eixo de Pinhal Novo) mas, também, equipamentos de saúde, sociais, culturais e desportivos, alguns já em curso.

No que diz respeito à saúde e acção social, o autarca afirmou que o município encara a transferências destas novas competências com “toda a naturalidade”, apesar de “desconfiar profundamente de alguns aspectos” dessa mudança, que vão “criar ainda mais desresponsabilização do Estado em matéria de direitos universais e acentuar a pressão e chantagem sobre as autarquias”.

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Entusiasmo com novo PDM

Como tema que vai “marcar os primeiros meses de mandato”, Álvaro Amaro apontou a discussão da proposta da maioria comunista para o Plano Director Municipal (PDM).

“Estamos muito entusiasmados por poder partilhar este documento, que mais do que a revisão do PDM, é, na verdade, um novo plano assente num paradigma completamente novo, que estanca a expansão dos perímetros urbanos e aposta na sua consolidação, na reabilitação urbana, na re-arrumação de funções económicas, na preservação de ecossistemas e áreas florestais e agrícolas, num espaço público qualificado e com novos pulmões verdes.”, disse o presidente.

E assegurou que Palmela vai continuar a ser “a grande reserva ambiental e de sustentabilidade da AML”. Sobre outros temas para os próximos quatros anos, o autarca apontou a necessidade das variantes às Estradas Nacionais 252 e 379, reivindicadas “há mais de duas décadas”, a criação de agroparques e de um “grande mercado abastecedor” para o concelho, como “contributos valiosos”, para a soberania alimentar e aproveitamento da capacidade agrícola local.

Já quanto ao departamento de urbanismo, em que, durante a campanha, prometeu investimento e mudanças, o presidente da autarquia referiu-se agora apenas implicitamente.

“Internamente, algumas revoluções terão de ser feitas, no âmbito da contínua modernização administrativa, para melhorar a experiência de quem nos procura e agilizar respostas, mas isso não se faz (ao contrário do que é afirmado por muitos) com parangonas vazias de informatização e desmaterialização de processos. Isso é apenas uma ferramenta no processo. Faz-se com trabalhadoras e trabalhadores qualificados, que têm de ser bem tratados e bem remunerados na Administração Pública”, defendeu Álvaro Amaro.

Península de Setúbal Criação de NUTIII é imperativo

No discurso de tomada de posse, Álvaro Amaro defendeu a “reposição” da NUTIII da Península de Setúbal como um “imperativo para todos os agentes de desenvolvimento” da região.

“É urgente mais e melhoratenção para com o concelho. Não podem vir cá só buscar as mais-valias dos contributos para o PIB, a exportação, a indústria automóvel, os vinhos. Palmela merece ter retorno da sua importância estratégica para a região e o País”, atirou o autarca.

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