24 Maio 2022, Terça-feira
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Par setubalense que treina em Algeruz vai representar Portugal no Campeonato do Mundo na Chéquia

A dupla André Viana e Daniela Marreiros soma, desde 2014, dezenas de títulos nacionais nos vários escalões da dança desportiva. Este ano, o par já conquistou uma taça em Itália nos sub-21

 

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Ele tem 19 anos e ela 16. Na próxima sexta-feira, 17, após o almoço, rumam à Chéquia – país até há pouco tempo conhecido como República Checa –, onde cerca de três horas depois têm chegada prevista, para no dia seguinte representarem Portugal no Campeonato do Mundo de Dança Desportiva de Standard, que vai decorrer em Brno, segunda maior cidade daquele território.

André Viana e Daniela Marreiros residem e estudam em Setúbal, mas é em Palmela, no Grupo Desportivo Estrelas de Algeruz, que têm vindo a desenvolver a prática da modalidade desde tenra idade.

O resto é história (ou currículo, se se preferir): o jovem par é heptacampeão nacional (nos escalões Júnior 1 Open, Júnior 2 Open e Juventude Open), hexacampeão do circuito nacional (nos mesmos escalões), bicampeão nacional (2019 e 2020) e vice-campeão nacional no escalão de Adultos (2021).

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Rol de títulos a que a dupla junta ainda uma Taça de Portugal em danças latinas, conquistada no escalão Júnior 2 Open em 2017, e uma “Star Cup” arrebatada em Junho deste ano em Verona, Itália. A escassos dias de mais uma jornada internacional, André Viana revelou a O SETUBALENSE as expectativas que a dupla leva na bagagem.

“O nosso objectivo é obter o melhor resultado possível em relação à participação que tivemos no ano passado, no escalão de Juventude Open, visto este (Adultos Open) ser um escalão superior”, disse o jovem, que especificou de seguida: “Pelo menos, pretendemos passar à 2.ª ronda, ou seja, chegarmos aos 48 melhores pares, apesar de podermos sempre sonhar.”

A competição em Brno engloba duas provas: “O Campeonato do Mundo, que se disputa no sábado, e uma outra no dia seguinte, apenas a contar para o ranking mundial”, explicou. E a preparação de André e Daniela tem, ultimamente, sido aprimorada com alguns treinos na formação italiana Team Diablo sob a orientação do professor Paolo Bosco.

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Treinos à noite e provas aos fins-de-semana

Porém, é no Grupo Desportivo Estrelas de Algeruz que o par tem firmado passos e consolidado estatuto, conforme confessa o jovem. “Estou no Algeruz desde que comecei, há 14 anos. E a Daniela há sete anos, vai para oito”, lembrou.

E a receita para os vários títulos nacionais arrebatados até à data não tem segredo: implica sempre “muito trabalho e dedicação”. “Treinamos três a quatro vezes por semana, cerca de duas horas de cada vez”, faz notar, sem deixar de admitir que o empenho obriga “a gerir bem o tempo” para compatibilizar a dança “com a escola”, não obstante os treinos realizarem-se “à noite”.

Isto porque aos fins-de-semana o tempo também é absorvido pela modalidade. “Temos quase sempre competições, à excepção dos últimos tempos face ao contexto pandémico.”

A variante de Standard – que engloba danças clássicas, valsa inglesa, tango, valsa vienense, slow foxtrot e quickstep – tem sido aquela em que o par tem obtido sucesso maior. E não só a nível nacional.

Em termos internacionais, a dupla tem vindo, desde 2016, a marcar presença em campeonatos da Europa e do Mundo nos vários escalões etários (Júnior 2 Open, Juventude Open e Adultos Open), em representação da Federação Portuguesa de Dança Desportiva.

Das várias prestações em solo estrangeiro, André Viana destaca três resultados: “O 35.º lugar que obtivemos entre 66 pares participantes no Mundial de 2017, em Juniores 2, que decorreu em Bratislava, na Eslováquia, e que constituiu recorde nacional; e o 36.º posto que alcançámos no Mundial Open Standard, entre 61 pares, em Timisoara, na Roménia, em 2019. Isto além de termos vencido neste ano a Star Cup em sub-21, entre 21 pares participantes, em Verona, na Itália.”

A próxima paragem é a Chéquia, mas o par setubalense que treina em Palmela também já tem garantida presença no Mundial de sub-21 de Standard, agendado para 16 de Outubro próximo em Roterdão, Países Baixos (Holanda).

Juntos desde 2013 com resultados à vista

André Viana e Daniela Marreiros iniciaram-se cedo na dança desportiva. “Eu comecei com cinco anos, em 2007; a Daniela foi aos nove, em 2012”, confessou o jovem.

Mas o caminho de ambos como par não foi imediato. “Não começámos juntos. Em 2013, deixei o meu antigo par devido à diferença de idade. Na altura a Daniela também estava então sem par e surgiu a oportunidade. Os nossos pais conversaram e decidimos começar a treinar juntos”, contou André Viana, que a terminar sublinhou: “E tem dado resultados.”

A dupla tem somado conquistas atrás de conquistas, sobretudo em solo luso onde tem alcançado posição dominante nos vários escalões etários.

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