8 Maio 2021, Sábado
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Biovilla lança programa de capacitação para combater desemprego e perda de biodiversidade

Ajudar desempregados a criar o próprio negócio com impacto social, económico e ambiental positivo é o objectivo da primeira edição do VER – Viveiro de Emprego Regenerador, da Biovilla

 

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Apoiar a criação de auto-empregos e o aumento de rendimentos com base em negócios regenerativos – de impacto social, económico e ambiental positivo – é o principal objectivo do programa de capacitação VER – Viveiro de Emprego Regenerador, organizado ela cooperativa para o desenvolvimento sustentável Biovilla, sediada no Parque Natural da Arrábida, em Palmela. As candidaturas para a primeira edição do programa estarão abertas até dia 26 de março, são gratuitas e têm 105 vagas disponíveis.

Sob o lema “É possível gerar empregos que contruam um mundo melhor para todos!”, o programa tem como missão capacitar pessoas desempregadas para criarem o seu próprio negócio “regenerativo”, ensinando-as a planear o retorno económico, social e ambiental de cada projecto. “A nossa principal meta é que 80% dos participantes saia da capacitação com a criação do próprio emprego ou com aumento de rendimentos”, explicou a O SETUBALENSE Ana Pina, coordenadora da missão social da Biovilla.

As inscrições abriram dia 8 de Março, no website da cooperativa, e destinam-se “em particular” a desempregados de longa duração (inscritos no IEFP há 12 meses ou mais) e a desempregados jovens (inscritos no IEFP com idade até aos 30 anos) das regiões de Palmela e Setúbal, tendo em conta que a Biovilla se situa no Parque Natural da Arrábida. Mas também se podem inscrever pessoas que considerem que trabalham “em condições não dignas, discriminatórias e destrutivas, quer social quer ambientalmente”, e de outras zonas do país.

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Filipe Alves, co-fundador da Biovilla, esclarece que o programa irá “acompanhar os participantes na criação do seu próprio emprego aliado a uma vida profissional com propósito. Mais do que sessões de capacitação, o que estamos a propor é uma experiência de aprendizagem integral dos conceitos técnicos de regeneração de ecossistemas humanos e ambientais”. O programa está dividido em cinco fases – constituídas por um total de 230 horas de aulas presenciais e online ao longo de oito meses – e prevê a abertura de três turmas de 40 pessoas cada. A primeira começará já em Abril.

Várias fases de aprendizagem

A primeira fase do VER servirá para integrar os participantes no contexto do dia-a-dia da Biovilla, fundada por Bárbara Leão Carvalho e Filipe Alves há 11 anos, num espaço de 55 hectares dentro do Parque Natural da Arrábida. As áreas de especialização da cooperativa norteiam os conteúdos do programa de capacitação e versam sobre cooperativismo, desenvolvimento humano, casa para todos, energias renováveis, alimentação biológica, biodiversidade, cuidado com as águas e desperdício zero, bem como governança, sociocracia, dragon dreaming, agrofloresta e permacultura.

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Depois, os participantes escolherão, entre quatro áreas, aquela em que quererão especializar-se e desenvolver competências: turismo de natureza (ministrada por Rosário Figueiral); sementes, floresta autóctone e horta biológica (Nuno Belchior); alimentação saudável e transformação de alimentos (Marta Diniz); e ervas medicinais e cosmética natural (Jaque Santos). Com a área escolhida, seguir-se-ão 16 semanas de aulas teórico-práticas, duas vezes por semana, na Biovilla. A ideia é “mostrar como é o dia-a-dia de um negócio regenerativo e mostrar que é viável criar um negócio do género, diz Ana Pina.

Os participantes terão depois “uma semana de capacitação em empreendedorismo social e negócios regenerativos”, em que terão contacto com a metodologia The Good Business Model, criada pela co-fundadora da Biovilla Bárbara Leão de Carvalho. Aqui, o objectivo será “ensinar a montar um projecto e a fazer planos de negócio”, com vista à criação do auto-emprego, explica Ana Pina, coordenadora do programa de capacitação. A isso, seguir-se-ão mais três meses de masterclasses online e mentoria dos projectos. “A final de três meses, o objectivo é que os participantes tenham a ideia fechada e possível de implementar”.

A capacitação deverá terminar com a apresentação de um “pitch” final sobre os projectos de negócio desenvolvidos, “com intenção de recrutamento, angariação de parceiros e/ou investidores”. O painel de jurados poderá ser constituído por entidades do poder local, potenciais parceiros e agentes incubadores. Nesta fase, segundo acrescenta Ana Pina, a Biovilla pretende colocar a sua estrutura ao serviço da comunidade, já no papel de potencial parceiro de negócio. Isto será útil, por exemplo, para quem precisar de alavancar projectos de desidratação de legumes ou plantação de hortofrutícolas em regime de agricultura biológica, tirando partido de 10 hectares de terra cultivável disponíveis.

A Biovilla, fundada em 2010, “já impactou mais de 53 mil pessoas”, quer através das experiências que proporciona a quem fica alojado no seu turismo de natureza, quer através dos eventos, retiros e formações que tem promovido ou acolhido em diversas áreas, da construção sustentável à permacultura e agrofloresta, sementes autóctones, yoga, meditação, desenvolvimento pessoal e nutrição.

Na organização do Viveiro de Emprego Regenerador, a cooperativa conta com o apoio do Portugal Inovação Social (financiado pelo programa Portugal2020) e de entidades como a Adrepes, o Montepio, a Câmara Municipal de Palmela, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o Instituto Politécnico de Setúbal, a Junta de Freguesia de Palmela, a NOVA SBE, a T4HD – Technology 4 Human Development e a Sociedade de Advogados Vieira de Almeida.

André Rosa
Jornalista
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