A Câmara Municipal de Odemira encontra-se a avaliar a “dimensão do apoio financeiro a atribuir” ao Clube Fluvial Odemirense, colectividade que perdeu “mais de 30 anos de conquistas” devido a fogo posto, cujos prejuízos ultrapassam os 200 mil euros.
Hélder Guerreiro, presidente da autarquia, manifestou imediata disponibilidade para “apoiar a reposição da capacidade competitiva” do clube, ao reunir-se “no primeiro dia de exercício do novo executivo municipal” com a direcção da colectividade.
Em comunicado, o município destaca igualmente “a forma como a direcção iniciou de imediato esforços para retomar a actividade e reafirmar-se no seio da canoagem”, referindo-se à campanha de solidariedade lançada para ‘reerguer das cinzas’ o Clube Fluvial Odemirense.
Além de estar a “receber ajuda de empresas locais e de particulares”, também “a Federação Portuguesa de Canoagem divulgou que está disponível para colaborar na recuperação e apetrechamento” do clube, relembrou a edilidade.
Numa “verdadeira tragédia”, foi a 9 de Outubro que a colectividade ficou praticamente sem nada, ao ver destruído “todo o equipamento de competição, incluindo cerca de 60 embarcações, todo o ginásio, balneários e material de apoio logístico, sem contar com o próprio edifício, cuja estrutura ficou bastante danificada”.
Contudo, e apesar dos prejuízos, o clube conseguiu retomar a actividade na mesma semana, “com recurso a embarcações antigas que se encontravam no exterior ou emprestadas por clubes e empresas”.
“Os cerca de 50 atletas regressaram de imediato aos treinos e já participaram em competições oficiais”, frisou a autarquia. Enquanto isso, o Tribunal de Odemira (Beja) decretou a prisão preventiva do homem de 35 anos, que foi indiciado por suposta autoria criminosa do incêndio.