22 Julho 2024, Segunda-feira

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Construção de embarcação típica do Tejo adjudicada a estaleiro de Sarilhos Pequenos

Construção de embarcação típica do Tejo adjudicada a estaleiro de Sarilhos Pequenos

Construção de embarcação típica do Tejo adjudicada a estaleiro de Sarilhos Pequenos

Bote-de-fragata ‘Gaivota de Montijo’ totalmente novo só deverá sulcar as águas do rio a partir de meados de 2025. Terá capacidade para 45 passageiros e dois tripulantes

A embarcação tradicional do Tejo “Gaivota de Montijo” vai ser construída pelo estaleiro Jaime Ferreira da Costa & Irmão Lda., de Sarilhos Pequenos, e deverá estrear-se a sulcar as águas do rio a partir do segundo semestre do próximo ano.

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Isto, porque o prazo para a construção é de “um ano”, revelou Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, ao apresentar a proposta de adjudicação – por 590 mil euros + IVA – e de minuta do contrato para aquisição do bote-de-fragata, que foi aprovada por unanimidade pelo executivo municipal na reunião de quarta-feira passada.

Apesar de o município ter lançado um concurso internacional, a empresa do concelho vizinho da Moita foi a única a candidatar-se à construção, de raiz, da embarcação, que vai ter um comprimento total de 16,5 metros e uma lotação de 45 passageiros mais dois tripulantes.

“Este bote-de-fragata, totalmente novo, vai expressar a nossa alma no Tejo e vai fazer a homenagem à nossa terra, relativamente aos barcos tradicionais do Tejo. Vai contribuir também para o património náutico do Tejo”, disse Nuno Canta, que classificou a proposta de “histórica”, face à relação das gentes do Montijo com o rio.

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“Vai ter um ano de construção. Não sei se a iremos ter ainda neste mandato ou se será uma prenda para [o executivo] que vier a seguir”, adiantou o socialista.

O investimento superior a meio milhão de euros é suportado em parte por fundos europeus, ao abrigo da adesão do município ao Grupo de Acção Local (GAL) Costeiro, através da Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (ADREPES). Apesar de o presidente da autarquia não ter revelado qual o montante de co-financiamento, o programa GAL Costeiro prevê uma taxa de apoio de 50% a fundo perdido para um investimento máximo elegível de 200 mil euros.

Um conselho e um alerta

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Durante a discussão da proposta, João Afonso, vereador do PSD, indicou uma necessidade a ter em conta de futuro, de forma a que o município possa garantir a preservação regular do barco. “É muito importante que, depois de estar pronta a navegar, exista um plano de manutenção da embarcação”, sublinhou, após lançar uma crítica à gestão socialista. “A proposta é bem-vinda, mas [vem] com décadas de atraso, face a outros municípios, nomeadamente Moita e Alcochete [que há muito dispõem deste tipo de embarcações]”.

Pela bancada da CDU, Joaquim Correia deixou um alerta à navegação. “A falta de dragagens no rio. A APL [Administração do Porto de Lisboa] deixou de as fazer”, lembrou, para juntar de seguida: “E quando fizerem a ponte do Barreiro para o [Cais do] Seixalinho nem este barco sai, porque vai bater com o mastro na ponte. Vem para trás. O barco é para ir ao Seixalinho e voltar para o Montijo. E é com a maré alta”, enfatizou sobre o assoreamento do rio, que se agravou desde a saída das carreiras da Transtejo do centro da cidade para o Seixalinho.

A partir de meados do próximo ano, o Montijo junta-se ao lote de concelhos ribeirinhos que dispõem deste tipo de embarcações.

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