Neste mês, Rita Red Shoes leva ao palco “Chinfrim” para os mais novos, no dia 20. E emmy Curl, vencedora do Prémio José Afonso 2025, atua no dia 25
Cinco espetáculos musicais, três peças de teatro, uma das quais em coprodução, iniciativas de mediação cultural e clube de leitura fazem a programação de setembro a dezembro da Casa da Música Jorge Peixinho, no Montijo, anunciou a Companhia Mascarenhas-Martins.
Uma iniciativa do clube de leitura, no próximo dia 13, e “Chinfrim”, uma performance de Rita Redshoes, no dia 20, com música para a infância, são as iniciativas de arranque da programação para os últimos quatro meses do ano.
A 25 de setembro, é a vez de emmy Curl atuar no Montijo “já no caminho” para o trabalho “Pastoral 2.0”, que sucederá a “Pastoral”, disco de 2024 com que a cantora e compositora transmontana venceu o Prémio José Afonso 2025.
Em outubro, além de nova iniciativa do clube de leitura, no dia 11, é estreada a peça “O julgamento de Artemísia Gentileschi”, um texto de Pedro Saavedra, da companhia O Fim do Teatro, numa coprodução com a Companhia Mascarenhas-Martins, que estará em cena de 16 de outubro a 01 de novembro.
“O julgamento de Artemísia Gentileschi” inspira-se no processo movido pela pintora barroca contra o homem que a violou – processo que a sujeitou a mais violência e tortura, e que constitui um dos primeiros registos públicos de resistência feminina à violência de género. O trauma do julgamento teve impacto na obra de Artemísia, sobretudo através da representação de heroínas bíblicas e em quadros como “Judite decapitando Holofernes”, em que a força feminina desafia a opressão masculina. “O julgamento de Artemísia Gentileschi” vai ter récitas à sexta-feira e ao sábado, às 21h30, e, ao domingo, às 16h30. No final da última sessão haverá uma conversa com o elenco, composto por André Alves, Inês de Matos, Inóspita e Levi Martins.
A 6 e 7 de novembro, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (GMCL) dá conhecer a obra do compositor montijense Jorge Peixinho. Para o público escolar e para o público em geral, respetivamente, haverá as sessões “Peixinho é Fixe!” e “Peixinho para Todos”, tendo em vista divulgar a obra do fundador do GMCL. Na noite de 6 de novembro realizar-se-á ainda o concerto “O Legado de Peixinho: Alis e Outras Linhas do Tempo”.
A 13 de novembro, terá lugar o concerto do projeto A Sul, de Cláudia Sul, com o seu disco de estreia, “Quer Quer Quer”; Margarida Campelo atua uma semana mais tarde, a 20 de novembro.
Nos dias 27 e 28 de novembro, a Companhia Caótica irá pôr em palco “Quimera”, um espetáculo para a infância com três récitas, numa encenação de Caroline Bergeron.
“O Roque Nunca Vai Acabar”, projeto de Levi Martins para a infância, regressa em dezembro com quatro sessões para público escolar nos dias 2, 3, 9 e 10.
Ações de mediação cultural também terão continuidade, ao longo deste período, como a Colecionadores, que visa promover o contacto com as peças expostas no Museu Jorge Peixinho, as visitas guiadas à Casa da Música, a Melomania, escuta coletiva de discos no Ateneu Popular do Montijo, e o Clube de Teatro da Mascarenhas-Martins.