19 Junho 2024, Quarta-feira

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Câmara do Montijo fecha 2022 com saldo orçamental de 13,6 milhões

Câmara do Montijo fecha 2022 com saldo orçamental de 13,6 milhões

Câmara do Montijo fecha 2022 com saldo orçamental de 13,6 milhões

Contas aprovadas. Taxa de execução da receita foi 117,52% e a da despesa atingiu os 91%. Nuno Canta realça resultados; oposição diz que faltam serviços públicos

A Câmara Municipal do Montijo fechou 2022 com um saldo orçamental positivo de quase 13,6 milhões de euros. A taxa de execução na receita foi de 61,2 milhões (117,52%) e a da despesa atingiu os 91% (36 milhões na despesa corrente; e 11,5 milhões na despesa de capital, incluindo activos financeiros). O que se traduziu num resultado líquido positivo que se cifrou em pouco mais de 3,5 milhões de euros. As contas foram aprovadas na última quarta-feira, com os votos favoráveis da gestão PS e as abstenções de PSD e CDU.

De acordo com os números da autarquia, a despesa corrente “cresceu 5,4 milhões” e a de capital “aumentou 215 mil euros”, face aos resultados registados no ano anterior (2021).

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Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal, realçou o saldo orçamental superior a 13,5 milhões, o que “permite respeitar integralmente e com tranquilidade os compromissos municipais com a execução de obras que estão em curso e também outros investimentos municipais e apoios financeiros para os anos seguintes”.

“No município do Montijo continuámos a desenvolver uma política de rigor na aplicação dos dinheiros públicos, com as contas em dia, a pagar a tempo e horas a empreiteiros e fornecedores, a reduzir a dívida municipal, a reduzir impostos para as famílias e para as empresas e a aumentar o investimento municipal em obras estruturantes da cidade”, disse o socialista, num balanço ao exercício económico de 2022 que, tal como em 2021, não contemplou a contratação de empréstimos à banca e que ao mesmo tempo permitiu amortizar 716 mil euros de empréstimos anteriores.

“A recuperação de fogos destinados a habitação pública com renda apoiada; a requalificação do Moinho de Maré do Cais; a construção do Centro Escolar do Afonsoeiro; a execução de arranjos exteriores e reabilitação em edifícios escolares; a recuperação de pavimentos, calcetamentos e arruamentos diversos, a recuperação da Circular Externa; a requalificação dos espaços públicos da Praça 1.º de Maio e do Largo do Guitarrista; e a aquisição de viaturas pesadas para recolha de resíduos” foram alguns dos investimentos destacados pelo líder do executivo.

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Oposição critica e alerta

Mas para João Afonso, vereador do PSD, a gestão socialista não soube aproveitar o aumento que teve na receita. “Se olharmos para a receita total da Câmara, 50% são impostos directos e mais 7% são de taxas e multas. E a pergunta que faço aos montijenses é: depois de pagarmos tantos impostos e taxas, verificámos algum acréscimo significativo na nossa qualidade de vida que justifique o aumento de 9 milhões de euros?”, questionou. No entender do social-democrata, isso não aconteceu e deu como exemplos as áreas, da saúde, da manutenção do espaço público, das escolas, da habitação. “É preciso que o aumento de receita se reflicta na qualidade do serviço público”, sublinhou.

Já Joaquim Correia, vereador da CDU, realçou a receita obtida por via do IMT, que “não é um imposto estruturante”. “É fruto da conjuntura e da especulação imobiliária no Montijo, porque criámos aqui um dormitório de luxo, de costas voltadas para o rio. E temos uma cidade nova na zona nascente, onde faltam equipamentos e serviços públicos, por opção do PS”, criticou. A finalizar, o autarca da CDU manifestou preocupação. “Olhamos para o futuro com grande apreensão porque sabemos que o PS é avesso a cumprir com a Lei das Finanças Locais. O futuro não vai ser tão risonho nesta cobrança de impostos. Como não se cumpre com a Lei das Finanças Locais as câmaras vão ter daqui para a frente alguns problemas financeiros”, alertou, a concluir.

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