15 Abril 2024, Segunda-feira
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Santa Casa anuncia novo concurso para a praça de toiros e arrasa a associação de empresários tauromáquicos

“Estaremos sempre na defesa do Montijo e dos nossos, por isso defenderemos sempre os nossos dois grupos de forcados”, garante a Misericórdia

A Santa Casa da Misericórdia do Montijo vai lançar na próxima semana um novo concurso para adjudicar o arrendamento da Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos, já que o anterior procedimento concursal ficou deserto. Não foi apresentada qualquer proposta, depois de a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET) pela segunda vez, em cerca de dois anos, ter “pressionado” os empresários a não concorrerem à monumental montijense.

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Em comunicado, a Santa Casa critica a APET e dispara: “Este ano repete o comportamento, vindo outra vez condicionar o concurso e atacar o Montijo e a tauromaquia.”

“A Santa Casa da Misericórdia do Montijo é a proprietária da praça e tem o direito de decidir quais as condições que coloca no caderno de encargos, tem o dever de defender o seu património, o Montijo e todos os grupos e pessoas singulares ligadas à tauromaquia no Montijo. Enquanto esta mesa liderar a Santa Casa é assim que entendemos contribuir para a defesa do nosso património e da nossa cultura tauromáquica”, lê-se no documento, composto por seis pontos.

Em causa estão os valores estipulados no caderno de encargos. “Criou-se uma narrativa falsa e vazia sobre o aumento do ‘preço’ da praça. A contrariar a versão da APET temos empresários a afirmar publicamente que uma corrida numa praça desmontável tem um custo semelhante a uma corrida na nossa praça de toiros com metade da lotação, ignorando que a matemática é certa, fica evidente a irracionalidade desta posição. Ou seja, não é um valor desajustado ao mercado”, defende a Santa Casa, que questiona: “A quem é que interessa que a Monumental Amadeu Augusto dos Santos esteja fechada sem corridas?”

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E adianta que “a matemática demonstra que o valor do concurso é inferior ao concurso anterior”. Até porque, ao invés do concurso anterior, no último a Santa Casa assumia “totalmente os custos da limpeza da praça (antes e depois das corridas), os custos com electricidade e água, a gestão das redes sociais, o site, a criação dos conteúdos e materiais gráficos para divulgação dos espectáculos”.

“Um ponto que gerou convulsão, vá-se lá saber porquê, foram as corridas com seis toiros (só em 2024) para os Amadores [do Montijo] que comemoram 60 anos e para a Tertúlia [Tauromáquica do Montijo] que comemora 65 anos. Voltamos a afirmar: a Santa Casa estará sempre na defesa do Montijo e dos nossos, por isso defenderemos sempre os nossos dois grupos de forcados”, frisa a instituição.

“O caminho para defender a tauromaquia passa por afastar comportamentos facilitistas, informais que promovem a obscuridade neste tipo de transacções. Só através de regras transparentes, iguais para todos e responsáveis é que a tauromaquia será inatacável perante qualquer anti-taurino. Defender a tauromaquia não passa por guerras de bastidores que acabaram neste boicote ao Montijo”, conclui a Misericórdia do Montijo.

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