3 Março 2024, Domingo
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Presidente da ANA lembra que solução Montijo está contratualizada e só demora três anos a construir

José Luís Arnaut critica quatro pistas para ‘Alcochete’, mas é desmentido pela comissão técnica. Nuno Canta diz que o País não pode esperar

 

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A Comissão Técnica Independente anunciou, esta terça-feira, o Campo de Tiro de Alcochete como a solução mais vantajosa (ver pág.18) para a instalação do novo aeroporto, mas o resultado do estudo mereceu, pouco depois, críticas de José Luís Arnaut, presidente do conselho de administração da ANA, entidade gestora dos aeroportos em Portugal. Base Aérea n.º 6 no Montijo, segundo o responsável, é a melhor opção e até está “contratualizada” com o Governo, disse em entrevista à CNN Portugal.

“Foi encontrada uma solução, negociada com o governo de Passos Coelho e assinada com António Costa, no sentido de que a solução seria a mais barata, a mais eficiente, a que demoraria menos tempo e que teria menos custos e impactos para o País, que era o Montijo”, lembrou, para vincar de seguida: “Foi assinada a solução do Montijo, que custaria zero aos contribuintes”.

De acordo com Arnaut, “700 milhões de euros era o investimento estimado e que seria suportado pela concessionária” com a opção pelo Montijo, que resolveria a curto prazo a pressão existente no Aeroporto Humberto Delgado. E, mais à frente, reforçou: “O que está combinado e contratualizado, com uma empresa de construção portuguesa, são 36 meses para a execução [da obra]”.

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Para o líder da ANA, controlada pelo grupo francês Vinci, a comissão técnica apresentou uma solução para “longo prazo” e não para “curto prazo”, além de mais dispendiosa. “É muito ambicioso este projecto, é fazer um aeroporto maior do que o de Frankfurt, com quatro pistas, 136 movimentos por hora ou [maior do que] Heathrow. (…) Mas a questão é saber quem é que paga, estamos a falar de um aeroporto [no Campo de Tiro] que custa pelo menos 7,6 mil milhões a 8 mil milhões de euros, mais os acessos rodoviários e a terceira travessia [sobre o Tejo]. Estamos a falar de cerca de 10 mil milhões de euros”, atirou.

A observação de Arnaut, quanto à dimensão do projecto para o Campo de Tiro, foi já ontem, porém, rebatida por Carlos Mineiro Aires, presidente da comissão de acompanhamento da Comissão Técnica Independente, em declarações à TSF.

“Em lado nenhum do relatório está escrito que vai ser um aeroporto de quatro pistas. Não sei onde é que isso foi encontrado”, assegurou, ao mesmo tempo que explicou que a solução Campo de Tiro passa pela construção de uma pista, para vir a contemplar duas quando ficar como aeroporto único (já sem a operação em Lisboa). Uma terceira pista só “eventualmente num futuro muito remoto”, frisou Mineiro Aires, antes de desabafar: “Tomáramos nós ter duas, quando mais quatro [pistas]. Quatro é um horizonte imaginativo que não está escrito em lado [nenhum]”.

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Ao lado de José Luís Arnaut colocou-se Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo, que também sublinha a necessidade de criação do novo equipamento num curto prazo, embora admita que o Campo de Tiro também beneficia o Montijo e a região. “Temos defendido o aeroporto a sul do Tejo e isso foi conseguido. Defendo uma solução a curto-médio prazo. Portugal não pode esperar 10 a 15 anos pelo novo aeroporto, a solução mais célere passa pela Base Aérea do Montijo. A preferência pelo Campo de Tiro de Alcochete também beneficia o Montijo, porque parte da infra-estrutura também fica no concelho”, disse, em declarações a O SETUBALENSE.

A localização será decidida pelo próximo Governo. As eleições legislativas antecipadas estão marcadas para 10 de Março.

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