4 Dezembro 2022, Domingo
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Fórum Abrigo vai centrar-se nos impactos da pandemia e da conjuntura internacional

Jacinto Pereira antecipa sexta edição e realça acolhimento familiar. Ministra e Procuradora-Geral da República abrem o evento

 

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“As crianças e o Mundo – Que caminhos? Que metas?” é o tema do VI Fórum Abrigo, que vai trazer ao Montijo, na próxima quarta-feira, 23, a ministra Ana Mendes Godinho e a Procuradora-Geral da República, Lucília Gago, além de um conjunto de académicos, investigadores e políticos, para reflexão sobre o futuro dos jovens em risco.

A iniciativa, promovida pela Associação Abrigo bienalmente, volta a ter lugar no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida e os objectivos estão bem definidos. Segundo Jacinto Pereira, presidente da direcção da Abrigo, entroncam na “reflexão que é necessária fazer a vários níveis”, face ao panorama económico e social que se vive. Desde logo “as consequências pós-pandemia” na saúde mental das crianças, mas também os impactos da “actual conjuntura internacional” nas respostas institucionais para a protecção dos menores.

Nesse âmbito, e logo após a sessão de abertura – que contará com as intervenções da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Procuradora-Geral da República, além das de Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, e Jacinto Pereira –, a iniciativa contempla, pela manhã, “um painel direccionado para uma reflexão mais generalista, com Javier Urra e José Pacheco Pereira”.

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E, no painel da tarde, adianta o responsável pela Abrigo, a reflexão incidirá mais em questões concretas, “sobre várias especificidades, ao nível dos centros de apoio familiar e aconselhamento parental e também na resposta agora lançada em Portugal de acolhimento familiar”, com a participação de académicos e investigadores.

A Associação Abrigo, de resto, é uma das duas únicas entidades que o Distrito de Setúbal vai ter integradas no programa de famílias de acolhimento. “No distrito vão haver duas instituições de enquadramento: a Abrigo, que vai abranger os seis concelhos do Arco Ribeirinho Sul, ou seja Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, e a Cáritas Diocesana de Setúbal”, salienta Jacinto Pereira.

E o processo já está em marcha. “A Abrigo assinou no passado dia 11 com a Segurança Social o acordo para se constituir como entidade de enquadramento nesta nova valência, que visa encaminhar crianças em risco para famílias de acolhimento, temporariamente, ao invés de serem institucionalizadas”, revela.

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Ao mesmo tempo, o responsável pela Abrigo explica o papel que caberá às entidades constituídas como instituições de enquadramento no referido programa da tutela. “São responsáveis por criar uma bolsa de famílias para acolhimento das crianças e pela sua selecção, providenciar formação e, depois de encaminhar as crianças para acolhimento das famílias seleccionadas, monitorizar o decurso de cada um dos acolhimentos.”

Com esta resposta, a Abrigo “pretende promover um trabalho em rede e parceria com cada um dos seis municípios do Arco Ribeirinho Sul abrangidos”, faz questão de sublinhar.

Balanço positivo

Esta nova valência é garantida numa altura em que a associação acaba de completar duas décadas de existência. E o balanço ao trajecto até aqui percorrido só pode ser “muito positivo”, considera Jacinto Pereira.

Até porque, enfatiza, a Abrigo “tem uma forma de trabalhar que assenta em muita racionalidade e empenho”, para “conseguir intervir e ajudar as crianças em risco”.

No momento em que a associação se prepara para alargar o espectro da sua intervenção – através do programa de famílias de acolhimento –, o presidente da direcção destaca duas outras acções. “Convém lembrar que a Abrigo tem o seu Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental desde 2015 e que tem em aprovação, na Câmara Municipal do Montijo, o licenciamento do projecto para avançar com a 1.ª fase da obra de construção da sua sede.”

A empreitada visa a criação do “edifício principal, para instalação de serviços, todas as suas valências, ou seja a estrutura de resposta, a edificar na Rua do Pocinho das Nascentes, em terreno cedido pelo município montijense”, lembra Jacinto Pereira, sem deixar de esclarecer que a missão da Abrigo não passa por providenciar acolhimento de crianças em espaço físico.

A terminar, o responsável mostra-se confiante no futuro próximo da instituição. “A Abrigo está com uma dinâmica crescente, na capacidade de resposta, de meios, mas bem estruturada e com muita racionalidade, com o objectivo de ter sempre muito elevados os padrões de qualidade ao nível das valências que apresenta”, conclui.

Inscrições abertas Duas centenas e meia já têm lugar garantido

Até à passada sexta-feira já estavam inscritas, através de https://abrigo.pt/, para assistir ao VI Fórum Abrigo, “250 pessoas”. Se o painel da manhã dispensa apresentações, ao contemplar como oradores Javier Urra e Pacheco Pereira, o painel vespertino não se fica atrás, em termos de participantes bem identificados com as problemáticas dos mais jovens, apesar de abranger uma componente mais técnica. “Crianças vs Famílias vs Estado – Dinâmicas e Actualidade” é o tema do painel da tarde em torno do qual vão “juntar-se” académicos e investigadores de várias instituições, como o ISCTE, a Universidade do Minho, o Politécnico do Porto e a Universidade de Oxford (Reino Unido).
Já a sessão de encerramento, pelas 17 horas, vai contar com Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Maria Rosário Farmhouse, que preside à Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, e João Castilho, presidente da Assembleia Geral da Abrigo. As conclusões serão apresentadas por Graça Simões de Carvalho, professora catedrática da Universidade do Minho e do respectivo Centro de Investigação em Estudos da Criança.

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