5 Dezembro 2022, Segunda-feira
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Abrigo prepara nova valência a pensar nas crianças de seis concelhos da península

Associação espera tornar-se instituição de enquadramento no âmbito da resposta “Famílias de Acolhimento”. Construção de sede vai avançar

A Abrigo, Associação Portuguesa de Apoio à Criança, prepara-se para “a breve prazo” apresentar uma nova valência, já que espera tornar-se instituição de enquadramento no novo programa da tutela “Famílias de Acolhimento” e, por essa via, assegurar resposta em seis dos concelhos da Península de Setúbal.

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O anúncio foi feito por Jacinto Pereira, presidente da Abrigo, durante a cerimónia de comemoração do 20.º aniversário da associação, que decorreu na passada sexta-feira na sala multiusos da Quinta do Saldanha.

“[Famílias de Acolhimento] É uma resposta que dá agora alguns primeiros passos no nosso país e que, legalmente, é prevista como prioritária relativamente aos outros tipos de respostas. É um novo desafio, que queremos abraçar com toda a convicção e para o qual estamos muito motivados, até porque poderá vir a ter a abrangência territorial correspondente aos seis concelhos do Arco Ribeirinho Sul, ou seja, Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete”, disse Jacinto Pereira, que aproveitou a ocasião para formular um desejo: “Esperamos poder vir a contar com o apoio e a cooperação destes seis municípios, com o objectivo de podermos vir a ter uma resposta de alta qualidade”.

De acordo com a informação publicada na página da Segurança Social na Internet, a resposta “Famílias de Acolhimento” consiste em confiar uma criança ou um jovem “a uma pessoa singular ou a uma família, visando a integração em meio familiar e a prestação de cuidados adequados às suas necessidades e bem-estar e a educação necessária ao desenvolvimento integral”. Trata-se de uma medida de “promoção e protecção de carácter temporário, decidida pelos tribunais ou pelas comissões de protecção de crianças e jovens”, a qual prevê, mediante acordos de cooperação, a acção de entidades ligadas à infância e juventude como instituições de enquadramento.

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Construção de sede e próximo fórum

Este não foi, porém, o único anúncio de Jacinto Pereira sobre o futuro próximo da Abrigo. “Estamos também a preparar os projectos de especialidades para que, na sequência da aprovação já concretizada do projecto de arquitectura, possamos muito brevemente avançar com a construção da primeira fase correspondente ao edifício principal das futuras instalações da Abrigo, onde vão, desde logo, ficar instaladas a sua sede e as suas valências”, revelou o responsável.

As novidades não se ficaram por aí, já que Jacinto Pereira deu ainda a conhecer a data da próxima iniciativa a promover pela associação. O VI Fórum Abrigo vai realizar-se “no próximo dia 23 de Novembro, no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida”. E o programa do evento, adiantou, será “garantidamente ao mesmo nível das anteriores cinco edições”.

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O presidente da associação passou em revista o passado, o presente e projectou o futuro da instituição, que resumiu a “cinco palavras: convicção, perseverança, resiliência, confiança e gratidão”, destacando as entidades, os artistas e as várias personalidades que, ao longo dos anos, têm contribuído para o desenvolvimento da causa Abrigo. Entre outras, sobressaíram logo à partida Paulo Futre e Elisabete Jacinto, que apadrinharam a associação desde a primeira hora – tal como o antigo guardião Ricardo Pereira, impedido de comparecer na cerimónia por motivos profissionais.

E a piloto montijense realçou o “trabalho grandioso” da Abrigo. “A vida nem sempre é maravilhosa. É muito bom ter alguém que nos possa apoiar e quando pensamos nas crianças desprotegidas vemos como valioso é o papel deste projecto”, frisou.

Já o antigo futebolista lembrou que é preciso lutar para se alcançar objectivos e deu como exemplo o arranque que teve enquanto profissional. “Quando tinha 17 anos estreei-me no Sporting, mas ouvia sempre que não ia a lado nenhum. Estavam enganados”, recordou, para estabelecer um paralelismo a concluir: “Tiro-te o chapéu, Jacinto, pela tua luta. É uma honra enorme pertencer à tua equipa”.

O corte do bolo de aniversário veio mais tarde, depois dos discursos de Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, e Maria Clara Silva, vice-presidente da Câmara Municipal do Montijo.

Reconhecimento Autarcas elogiam intervenção

Fernando Pinto acentuou o trabalho desenvolvido pela Abrigo que “tem contribuído para a felicidade das pessoas”. E apontou à capacidade de resiliência evidenciada pela associação, traduzida pelos exemplos de sucesso de Paulo Futre e Elisabete Jacinto. “São duas fontes de inspiração. Que todos nos possamos inspirar no papel dos padrinhos. Sinto-me grato pelo trabalho desenvolvido [pela Abrigo]”, afirmou o autarca de Alcochete, para reforçar de seguida: “Um país que não cuida das suas crianças é um país sem futuro. Espero que hajam mais projectos de iguais objectivos, capacidade e êxitos.”

Já Maria Clara Silva salientou “os 20 anos de trabalho [da associação] muitas vezes invisível em prol das crianças de Montijo e Alcochete”. E colocou o dedo na ferida, para vincar como é fundamental a acção da instituição que serve em permanência os concelhos de Montijo e Alcochete. “Em 2021 foram comunicados mais 8,6% de casos de violência doméstica contra crianças. O trabalho da Abrigo é cada vez mais importante”, finalizou.

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