6 Outubro 2022, Quinta-feira
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Carris Metropolitana deixa utentes de Sarilhos Grandes e Afonsoeiro em terra às horas de ponta

Autocarros que fazem a ligação a Lisboa chegam lotados e não há alternativas viáveis. Munícipe propõe solução

 

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“Os autocarros da linha 4701, percurso Vale da Amoreira-Gare do Oriente [Lisboa], não cumprem o serviço, principalmente nas horas de ponta, deixando os utentes de Sarilhos Grandes em terra. Já vêm lotados e, na volta, o problema da lotação esgotada nas horas de ponta repete-se”. Este foi apenas um dos vários problemas que Sabina Pereira expôs na reunião da passada quarta-feira ao executivo municipal liderado por Nuno Canta. A munícipe falava da incapacidade do serviço prestado pela operadora Alsa Todi, que continua a afectar os utilizadores da recém-criada Carris Metropolitana no concelho do Montijo.

E o problema dos autocarros lotados não se resume ao 4701. “Acontece também com as ligações das carreiras de Alcochete e Samouco à Gare do Oriente, 4705 e 4706, respectivamente, que chegam ao Afonsoeiro já lotadas”, lamentou. As preocupações são agora acrescidas com o aproximar do novo ano lectivo, já que se prevê constrangimentos idênticos para as ligações Barreiro-Montijo e Barreiro-Alcochete, 4600 e 4601, com impacte directo nos jovens estudantes das referidas zonas do concelho montijense.

Sabina Pereira

E o pior é que, para quem trabalha na outra margem, verifica-se “inexistência de alternativas viáveis”, disse, para exemplificar de seguida: “Ir para o Pinhal Novo apanhar o comboio para Lisboa implica utilização de viatura própria. E também não há uma ligação viável de Sarilhos Grandes ao Cais do Seixalinho que permita apanhar o barco”. Além disso, os “novos percursos criados não suprem todas as necessidades (…), têm horários desfasados das necessidades”, apontou Sabina Pereira, que desafiou a autarquia a propor que a Carris Metropolitana crie linhas com partidas da garagem de autocarros da Alsa Todi, localizada “pertíssimo de Sarilhos Grandes”, a ligar esta localidade e o Afonsoeiro a Lisboa.

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Procura tem aumentado

Na resposta, Nuno Canta lembrou que a Câmara do Montijo “faz um investimento de 1,5 milhões de euros por ano nos transportes públicos” e que estão “previstas penalizações por ausência de serviço” para a operadora. “Temos transmitido os problemas e já solicitámos à Transportes Metropolitanos de Lisboa, e até mesmo à operadora, um reforço de carreiras nas horas de ponta”, disse o autarca, que concordou com o teor da alternativa proposta pela munícipe. “O problema resolvia-se se tivéssemos as partidas dos autocarros de cada um dos concelhos. É a nossa posição desde o início do concurso público, mas infelizmente não vingou”, revelou.

Nuno Canta considerou ainda que o Montijo “não é, nem de longe nem de perto, dos municípios com mais problemas” na nova rede da Carris Metropolitana e indicou “Palmela, Setúbal e Almada” como os mais afectados. O problema no concelho montijense, defendeu o edil, encontra explicação num outro factor: “Estamos a ter um aumento significativo de pessoas a optar por transporte público, o que cria estes problemas. Em Junho, transportámos para Lisboa 700 mil passageiros; em Julho, 850 mil; e neste momento já ia em 950 mil”, indicou, a finalizar.

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O tema mereceu ainda intervenções de dois outros munícipes: Rui Aleixo e Miguel Dias, com este último a sublinhar que a aplicação de sanções à operadora não resolve o problema das pessoas que ficam em terra sem transporte.

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