24 Maio 2022, Terça-feira
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João Afonso assume compromisso de construir novo hospital público

O candidato da coligação PSD/CDS-PP/Aliança diz que basta aproveitar má despesa anual da Câmara para garantir o equipamento

 

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Reduzir a pobreza e em 10 anos aumentar o rendimento médio mensal dos montijenses é o desígnio de João Afonso, candidato pela coligação PSD/CDS-PP/Aliança à presidência da Câmara Municipal do Montijo, nas próximas autárquicas.

E o principal compromisso passa pela construção de um novo hospital público na cidade, assumiu o social-democrata durante a apresentação pública da sua candidatura e do respectivo programa eleitoral, no passado sábado, no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida.

Com casa cheia e muitas bandeiras (de PSD e CDS) erguidas ao alto, o cabeça-de-lista anunciou as principais propostas que defende para o concelho, divididas em cinco áreas: transparência e boa gestão; saúde e novo hospital público; requalificação da zona ribeirinha; qualidade de vida: habitação e mobilidade; e educação e cultura.

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Em matéria de transparência elege, sobretudo, “a transmissão das reuniões de câmara, um regulamento de subsídios transparente e um plano anticorrupção”, mas é na área da saúde que surge a mais forte das apostas: um novo hospital, um centro de saúde e a atracção de mais médicos.

E o hospital é mesmo para levar por diante, garantiu. “Temos 5 milhões de euros de más despesas a sair da Câmara todos os anos, em má gestão. Em quatro anos são 20 milhões, o que dá para [construir] um novo hospital”, explicou João Afonso, que aponta ainda um outro caminho como possibilidade para viabilizar o equipamento.

“Englobar essa infra-estrutura no caderno de encargos, nas reivindicações, relativas ao processo do novo aeroporto para o Montijo”, admitiu no final a O SETUBALENSE.

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Antes o social-democrata já havia lançado mão de dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) para sublinhar que a população montijense tem “um rendimento médio mensal que é metade (mil euros) em relação ao [do concelho vizinho] de Alcochete (dois mil euros/mês), quando a média nacional é de 1.200 euros”.

“Vinte por cento da população do Montijo é pobre (cerca de 12 mil pessoas) e todos os anos a Câmara esbanja cinco milhões de euros [em actos de má gestão]”, reforçou.

Habitação e educação em foco

Entre os compromissos assumidos para requalificação da zona ribeirinha, João Afonso defende “uma ponte pedestre entre a Lançada e a cidade, percursos pedonais e cicláveis entre Sarilhos Grandes e o Cais do Seixalinho, a recuperação dos moinhos de maré” e a reactivação de “uma salina” que garanta a preservação da história local.

Já no que toca a habitação, apontou várias linhas de acção. A aposta passa pela criação de “habitação social e a custos controlados”, mas também por “habitação cooperativa, habitação sénior, habitação de emergência, rotativa para residentes e não residentes”.

A esta área, o candidato da coligação PSD/CDS-PP/Aliança associa a mobilidade, para a qual preconiza um “BRT para a cidade, autocarro em canal dedicado, minibus, transporte para as freguesias e uma rede de percursos cicláveis”.

Para a educação, assumiu “a construção do Centro Escolar de Pegões e de um Centro Escolar para a D. Pedro Varela”, além da “requalificação da secundária Poeta Joaquim Serra e o isolamento térmico e acústico nos estabelecimentos de ensino”.

A oferta de ensino artístico e a fixação de professores em habitações a custos controlados foram outras das propostas neste domínio. E em termos culturais apontou à criação de um “museu das artes antigas”, um “museu dos brinquedos”, um “centro interpretativo no colonato de Pegões”, além da instituição de “um festival anual de artes” que projecte o nome do Montijo à escala internacional, além de aproveitar a Praça de Toiros como multiusos.

Sem deixar de passar pela matéria fiscal – isentar IMI, reduzir IMI e IMT para jovens até 35 anos –, João Afonso avançou ainda com o compromisso da construção de um estádio municipal para futebol.

Ana Dias Neves, cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, interveio a abrir a cerimónia e lembrou “o Montijo de há 30 anos”, “com hospital” em pleno funcionamento, “ruas varridas”, “água que se podia beber e até dois cinemas”, para justificar a razão de ter aceitado o desafio de se candidatar. “Agora não reconhecemos um Montijo moribundo, desprezado… A limpeza e higiene urbana é votada ao abandono”, lamentou.

As eleições autárquicas realizam-se no próximo dia 26. À Câmara do Montijo, além de João Afonso, candidatam-se Nuno Canta (PS), Ana Baliza (CDU), Ricardo Caçoila (BE), Ricardo Costa (Chega), Miguel Dias (PAN), João Pereira (IL) e Manuel Fona Vieira (PPM).

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