22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Mariza: estrela maior da música do mundo brilha há 20 anos

Viagem pela carreira da cantora que estará em concerto no Montijo no próximo dia 14

 

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É sem dúvida o nome maior do universo artístico português, com uma dimensão internacional absolutamente inquestionável. Marisa dos Reis Nunes, tem 47 anos (nasceu em Moçambique) e o mundo (sim, o mundo) conhece-a como Mariza.

E vai estar ao vivo no Montijo no dia 14, num concerto integrado nas comemorações do 36º aniversário da elevação do Montijo a cidade. Razões mais que suficientes para uma breve viagem pelos 20 anos de carreira, desta voz inconfundível.

Decorria o ano de 2001 (dois anos após a morte de Amália Rodrigues), quando “Fado em mim”, disco de estreia, a catapultou para as páginas da imprensa internacional e levou a BBC a atribuir-lhe o prémio de Melhor Cantora Europeia de World Music.

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E o disco incluía “Ó gente da minha terra”, desde há muito um hino incontornável, cantado vezes sem fim, sempre de forma diferente, sempre arrepiante e comovente…. Seguiram-se “Fado Curvo” (2003) e “Transparente” (2005) que cimentaram o caminho iniciado com “Fado em Mim”.

Ainda em 2005, um concerto no Jardim da Torre de Belém, em Lisboa, perante muitas dezenas de milhares de pessoas, juntou Mariza com a Orquestra Sinfonieta de Lisboa, dirigida por Jacques Morenlembaum, seria editado em CD e DVD, tornar-se-ia mítico na carreira da fadista.

O disco estaria na base da primeira nomeação para os Grammy Latinos. As mais importantes salas de concertos do Mundo, tornam-se local de concertos de Mariza, com invulgar regularidade: Carnegie Hall (Nova Iorque), Opera House (Sydney), Olympia (Paris), Palau de la Música (Barcelona), Opera de Frankfurt (Frankfurt), Teatro Le Carré (Amesterdão) são apenas nomes de uma longa lista de grandes salas mundiais.

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“Terra” surge um 2008, meses depois de integrar a lista de estrelas do filme “Fado”, do realizador espanhol Carlos Saura.

2010 marca uma incursão às raízes mais profundas do Fado, com o disco “Fado Tradicional”. As digressões mundiais são uma constante nos anos seguintes: dezenas de concertos nos Estados Unidos e no Canadá e quase que poderíamos dizer, várias voltas completas á Europa.

Concertos da Turquia à Finlândia, da Sérvia a Berlim, da Polónia á Escócia, é interminável a lista de concertos na Europa, na última década, ainda com passagens pela Africa do Sul e Austrália.

Pessoalmente, caso alguma dúvida tivesse quanto á importância e ao impacto do talento de Mariza a nível mundial, elas seriam dissipadas, nas conversas que tive o privilégio de manter – ao longo da última década – com largas centenas de estrangeiros interessados na nossa cultura, na nossa música, para os quais Amália (para gerações mais velhas) e Mariza são nomes ímpares no mundo da música, ou na música do Mundo, para sermos mais concretos.

No meio desta azáfama de concertos, a edição de uma colecção de êxitos, reunidos num “Best of”, datado de 2014, e “Mundo” em 2015, simbolizarão eventualmente o momento de Mariza no mundo.

O álbum “Mundo” levaria de novo Mariza ao restrito número de nomeados para os Grammy Latinos. O sétimo álbum de originais surge em 2018, com “Mariza”. Ela própria, sem mais nada.

A mulher que “coloriu” o mundo do Fado, que o levou para Festivais de Verão, que chegou a todas as gerações, que contribuiu para que o Fado seja Património Imaterial da Humanidade.

Em 2020, apesar de algum atraso provocado pela pandemia, Mariza edita o tão programado e esperado disco de homenagem a Amália Rodrigues, no ano do centenário do seu nascimento: “Mariza canta Amália”, disco no qual Mariza reinterpreta o universo de Amália (“Com que voz”, “Barco Negro” “Lágrima”, “Foi Deus”, são alguns dos temas), de uma forma única e que começa a ser apresentado ao vivo, tanto quanto a epidemia o permite.

Alemanha com um série de 8 concertos em Novembro, deverá ser, não um ponto de partida, mas um recomeço internacional de concertos.

Para além das referidas nomeações para os Grammy Latinos, Mariza teve dezenas de nomeações para diversos prémios internacionais e foi galardoada por diversos governos e instituições europeias, ao longo da sua carreira.

E é esta cantora, de estatuto internacional, que estará dia 14 ao vivo no Montijo.

António Ramos – Opinião musical

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