Tempestades provocam mais de quatro milhões de euros de prejuízo na Moita

Tempestades provocam mais de quatro milhões de euros de prejuízo na Moita

Tempestades provocam mais de quatro milhões de euros de prejuízo na Moita

Município regista 92 ocorrências com danos e a autarquia pede o desbloqueio imediato das verbas para a recuperação

O município da Moita exige o desbloqueio imediato de verbas do Governo após contabilizar 4,4 milhões de euros em prejuízos provocados pelas recentes tempestades que afetaram a região. 

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Carlos Albino, presidente da Câmara Municipal da Moita, esteve presente, na última quinta-feira, na reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, que contou também com a participação do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz. Uma reunião onde foi apresentado o relatório da Área Metropolitana de Lisboa (AML) que demonstra que, no período entre 1 de janeiro e 11 de fevereiro deste ano, a precipitação registada foi de 405.8 mm, um aumento de mais de 50% face à estimativa anual de 762 mm. O encontro serviu igualmente para discutir as consequências dos recentes fenómenos climáticos que assolaram o país e a região. 

Numa publicação na página de Facebook da Câmara Municipal, é dito que “neste contexto, o Governo desenvolveu o PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência – para apoiar a recuperação dos territórios afetados”. Em toda a AML, são estimados 270 milhões de euros de prejuízo causado por estas tempestades, sendo que, no município da Moita foram registadas 92 ocorrências com danos, o que corresponde a um prejuízo estimado de 4.434.163,19 de euros.

Acerca da reunião, o presidente da Câmara Municipal da Moita afirma que exigiu “o desbloqueio imediato das verbas para a recuperação destes equipamentos”, uma vez que, “no âmbito da descentralização de competências na área da Educação e da Saúde, os municípios assumiram responsabilidades antes de o Governo disponibilizar integralmente os meios financeiros previstos pelo PTRR”. 

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“Sendo esta uma situação incomportável e que penaliza diretamente as populações”, Carlos Albino reforçou a “resiliência das estações de abastecimento de água, garantindo capacidade de resposta perante falhas de energia, bem como a necessidade de uma avaliação rigorosa das bacias hidrográficas”. 

Já Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e do Conselho Metropolitano indicou, em declarações aos jornalistas após a reunião, que esta serviu para “para mostrar solidariedade com o país, mas também para apresentar ao Sr. ministro [das infraestruturas e da habitação] os danos na área metropolitana [de Lisboa]”.

“Nós precisamos de rapidez, porque essa rapidez é aquilo que hoje os cidadãos e os municípios pedem”, refere Carlos Moedas para acrescentar em seguida que está “esperançado” com o PTRR de forma a que este plano possa trazer “mais resiliência” aos concelhos da AML. 

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