Presidente da Câmara Municipal refere que Ana Paula Martins adiou a reunião com presidentes da região diversas vezes
O fecho das urgências de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro caiu que nem uma bomba na região. A informação foi dada pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esta terça-feira, aquando da audição parlamentar da Comissão de Saúde desta terça-feira, e vai afetar todo o distrito de Setúbal.
De forma mais direta, os principais concelhos prejudicados com esta decisão são os da Moita, Alcochete, Montijo além de, claro, o município do Barreiro. Todos estes presidentes de Câmara se mostraram indignados com a medida a qual se deve, segundo a ministra, à “falta de condições” da unidade hospitalar e à entrada em funcionamento, no próximo mês de março, da nova urgência regional para a Península de Setúbal, que vai funcionar no Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Carlos Albino, presidente da Câmara Municipal da Moita, em declarações a O SETUBALENSE, acusou a ministra de adiar por várias vezes a reunião marcada com estes quatro autarcas que agora foram “apanhados de surpresa” com a decisão. “Estamos perante uma ministra que não está disponível para reunir com os autarcas, para discutir as políticas da área da saúde com os presidentes de câmara e que depois toma decisões que têm um forte impacto na população sem ouvir nada nem ninguém”, refere Carlos Albino.
O edil da Moita explica que esta decisão vai ter “um grave impacto para concelho, uma vez que as pessoas vão passar a ter que fazer cerca de 30 quilómetros para se deslocarem a umas urgências de obstetrícia”. Para Carlos Albino esta medida não se apresenta como uma solução viável, até porque “a ideia que existe é que, se há falta de recursos humanos no Barreiro, concentrá-los todos no Garcia da Horta ou em outros centros hospitalares, também não vai dar capacidade de resposta. Essas unidades vão também ter dificuldade em responder a uma população muito maior”, explica o presidente.
O Hospital Nossa Senhora do Rosário é uma das unidades que integra a Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho e tem como área de influência direta os concelhos de Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.
De acordo com as estatísticas da Pordata, os quatro concelhos têm atualmente cerca de 232 mil habitantes