18 Maio 2022, Quarta-feira
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Laço Azul Humano nas traseiras da autarquia assinala Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância

Iniciativa está agendada para a manhã desta sexta-feira, com a iluminação a azul da Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça

 

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No âmbito da campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, que se assinala no presente mês de Abril, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Moita, em colaboração com o município, assinala a iniciativa com a iluminação a azul do edifício da Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça. O evento, segundo a autarquia, culmina com “a constituição de um Laço Azul Humano pela população” nesta sexta-feira, pelas 10h30, nas traseiras dos Paços do Concelho, como “forma de chamar a atenção para a responsabilidade colectiva e comunitária na prevenção dos maus-tratos”.

A história da Associação Laço Azul remonta ao Estados Unidos da América, quando uma avó – Bonnie Finney -, prendeu na antena do seu carro uma fita da cor azul. Quando os elementos da comunidade se revelaram “curiosos” a história que ouviram “foi trágica e prendia-se com os maus-tratos de que a sua neta fora alvo por parte dos pais”. Já o seu outro neto havia sucumbido de forma desumana.

Assim esta avó “colocou um laço azul para não se esquecer dos corpos dos dois netos, marcados com hematomas de cor negra”. Apesar do azul ser uma cor bonita, Bonnie Finney não queria, de forma alguma, esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus netos. O azul, que simboliza a cor das lesões, serviria para a lembrança constante da luta na proteção das crianças contra os maus-tratos.

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Acrescente-se que a homenagem desta avó ao neto, em 1989, tornou-se numa campanha que se expandiu e, actualmente, muitos países “utilizam as fitas azuis, durante o mês de Abril, para recordar a memória daqueles que morreram como resultado do abuso infantil, tornando-se numa forma de apoiar as famílias e fortalecer as comunidades nos esforços necessários para prevenir o abuso infantil e a negligência”.

É também uma oportunidade para chamar a atenção para a nossa responsabilidade coletiva e comunitária para a prevenção dos maus tratos.

A história desta avó mostra-nos “como a preocupação de um único cidadão pode ter efeito no despertar das consciências do público em geral”, relativamente aos maus-tratos contra as crianças, na sua prevenção e na promoção e proteção dos seus direitos.

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