17 Outubro 2021, Domingo
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Rui Garcia aponta habitação como prioridade na sua recandidatura à Câmara da Moita

Autarca comunista elege mobilidade e acessibilidades como outras metas para futuro mandato

 

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A habitação, a mobilidade e a acessibilidade são as grandes prioridades da recandidatura de Rui Garcia, pela CDU, à presidência da Câmara da Moita nas próximas eleições Autárquicas. O candidato comunista afirma que “estamos neste momento, neste ano, a elaborar a nossa estratégia local de habitação”, com vista à sua “implementação no próximo mandato”, revelou, aproveitando as verbas que estão no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ao “máximo”, assim como no futuro quadro comunitário.

Neste âmbito, o actual presidente da autarquia, em declarações à Lusa, garantiu que “iremos procurar dar respostas às necessidades de habitação, que no todo do país e que muito em particular na Área Metropolitana de Lisboa [AML] tem um peso muito significativo”, realça.

Além desta prioridade, Rui Garcia considera que a Moita tem as mesmas questões que se colocam, na generalidade dos casos, a outros municípios da região, referindo questões como a mobilidade e as acessibilidades, sobretudo, junto do segmento da população que se desloca diariamente para a capital. “São questões que não dependem exclusivamente do concelho, mas tudo o que tem a ver com transportes, com acessibilidades, são questões que preocupam significativamente a nossa população”, frisou.

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Entre os desafios do próximo mandato, o candidato comunista destaca ainda como área fundamental a educação, a adaptação às alterações climáticas, a eficiência energética e os novos paradigmas de uso e de produção de energia, assim como os problemas associados ao desenvolvimento cultural e desportivo. “Acho que a preocupação das pessoas, essencialmente, está muito nestas questões”, afirma. “A qualidade de vida dentro das nossas vilas e cidades, as questões da circulação [e] da mobilidade, do ambiente urbano [e] dos espaços de lazer […] continuam a ser muitos importantes”, destacou.

Durante o mandato que está prestes a chegar ao fim, o autarca da CDU lembra que foram concretizadas, ou estão em fase de concretização, as obras das intervenções candidatas ao quadro comunitário Portugal 2020. Investimentos que incidiram “num conjunto grande de intervenções na área da mobilidade [e da] regeneração urbana, através da renovação da circulação dentro das cidades”.

Em termos de montantes, Rui Garcia realça como os investimentos mais significativos, a recuperação do antigo palacete dos Condes de Sampayo, em Alhos Vedros, para instalação do Museu Municipal e “a construção de uma nova piscina municipal, que está agora no terreno”.

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O candidato tem ainda a intenção de dar continuidade ao projecto “Moita Património do Tejo”, que visa a promoção e valorização do território e da cultura desta zona ribeirinha e que o mesmo considera importante para o desenvolvimento económico e para a identidade cultural do concelho.

“O grande factor identitário de toda esta zona é de facto a ligação ao Tejo” e é nessa perspectiva que o actual presidente explica que os eleitos da CDU têm promovido o programa, sendo ali que se encontra a funcionar o “único estaleiro que resta no estuário do Tejo de construção e reparação tradicional de embarcações em madeira”, algo que o executivo comunista pretende preservar.

Recorde-se que a Câmara da Moita – comunista desde 1976 –, é dirigida há oito anos por Rui Garcia (CDU), possuindo três vereadores desta força política, além de três vereadores eleitos pelo PS, um do Bloco de Esquerda e outro pela coligação PSD/CDS-PP/MPT. Além do edil comunista, na corrida à presidência da autarquia moitense estão ainda Carlos Albino (PS), Luís Nascimento (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança/PRD), Joaquim Raminhos (BE), Hélder Silva (PAN) e Ivo Pedaço (Chega). LG com Lusa

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