31 Julho 2021, Sábado
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Lançamento de livro sobre Cante Alentejano adiado na Moita

Publicação será apresentada em nova data a definir pela autarquia

 

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O lançamento do livro de José Francisco Pereira e Maria Eduarda Rosa “Tratado do Cante (Contributo)”, inicialmente previsto apresentar durante a tarde deste sábado, nas instalações da Sociedade Recreativa e Cultural União Alentejana da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, foi adiado “devido à proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa aos fins-de-semana”, no âmbito das medidas decretadas, esta quinta-feira, relativamente à prevenção da pandemia covid-19.

Apresentação da obra estava prevista para a tarde deste sábado

De acordo com informação da autarquia moitense, “oportunamente, será anunciada nova data para a realização” desta iniciativa. Recorde-se que a publicação se insere no projecto do município “O Cante Também é Nosso”, que “visa a valorização desta cultura popular”, tendo sido declarada Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO a 27 de Novembro de 2014, no decorrer do Comité em Paris, em França.

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O cante alentejano, refira-se, fora daquela região, é practicado por diversas comunidades espalhadas um pouco por toda a Área Metropolitana de Lisboa, dada a existência de muitas pessoas oriundas daquela zona do país. O género musical tradicional “nunca foi a única expressão” típica presente na região, apesar de ser próprio do Baixo Alentejo. Com o canto coral, “coexistiram sempre formas instrumentais de música com adaptação de peças entre os géneros”.

Os seus praticantes alternam um ponto a sós e um coro “havendo um alto preenchendo as pausas e rematando as estrofes”. Geralmente, começa “invariavelmente com um ponto dando a deixa, cedendo o lugar ao alto e logo intervindo o coro em que participam também o ponto e o alto”. Terminadas as estrofes, pode o ponto “recomeçar com uma nova deixa, seguindo-se o mesmo conjunto de estrofes”, num ciclo que se repete muitas vezes, conforme “os participantes desejarem”.

A característica repetitiva, assim como o “andamento lento e a abundância de pausas contribuem para a natureza monótona do cante”. Fora do Alentejo, o género musical era muitas vezes cantado em tabernas, sendo que, naquela região, as pessoas cantavam enquanto trabalhavam.

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