30 Novembro 2021, Terça-feira
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Circuito de interpretação renovado no Sítio das Marinhas

Painéis existentes foram substituídos por novas gravuras pelo percurso situado à beira-Tejo

 

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O município da Moita decidiu renovar, recentemente, os painéis do circuito de interpretação no Sítio das Marinhas, na freguesia do Gaio-Rosário, que dão a conhecer aos visitantes e à população local a fauna e flora daquele local do estuário do Tejo, assim como as próprias salinas ali existentes.

O espaço, recorde-se, foi criado pela autarquia local a partir de uma salina recuperada, que actualmente funciona como Centro de Interpretação Ambiental do concelho. No interior do equipamento encontra-se uma exposição, bem com um conjunto de painéis interpretativos do espaço, no exterior daquela estrutura, que foram agora renovados com “indicações, gravuras e imagens acerca das marinhas no contexto da história e património locais e no âmbito do património natural do estuário do Tejo”, explica a câmara municipal.

Refira-se que a zona ribeirinha concelhia é maioritariamente classificada como Reserva Ecológica Nacional, sendo na sua maior parte constituída por “antigas salinas, sapais, caniçais, lodos e areias”.

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Apesar de já não estarem em funcionamento para extração do sal, exceptuando o próprio Sítio das Marinhas e apenas com uma finalidade pedagógica, segundo a edilidade moitense, estas áreas continuam a ser “um excelente habitat para a avifauna aquática do estuário”, que ali encontra refúgio, alimentação ou um local para reprodução e nidificação.
Durante o ano e sobretudo nos meses do Outono e Inverno, naquele espaço é ainda possível “observar-se uma grande quantidade de aves na zona ribeirinhas”, muitas das quais protegidas por directrizes europeias.

Conjunto interessante de espécies de aves

No Sitio das Marinhas é possível observar com alguma facilidade, um conjunto interessante de espécies de aves, tanto dentro dos reservatórios da zona de lodo exterior, como nas antigas marinhas adjacentes.

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Exemplo disso são a Perna-longa e o alfaiate, o flamingo comum, a garça-real e a garça-branca-pequena. O espaço é ainda utilizado pelo pilrito-comum, maçarico-de-bico-direito, pelo colheireiro, o borrelho-de-coleira-interrompida e pelo corvo-marinho. A estas espécies de aves juntam-se também o guincho-comum, a gaivota-de-asa-escura e a gaivota-argêntea, além do pato-real, galinha-de-água e o galeirão-comum.

Globalmente, o Sítio das Marinhas é considerado um equipamento singular no âmbito da preservação e promoção do património cultural e natural pela perspectiva integrada que proporciona da “história e do ambiente, do homem e do território, de um espaço humanizado”, acrescenta a autarquia, com a reconstrução de muralhas e de uma salina “em perfeito equilíbrio com uma paisagem de marés, de salgados e sapais, de diversidade animal e vegetal”, acrescenta. A área pode deste modo ser desfrutado “de forma lúdica e aprazível ou com sentido heurístico”.

O Sítio das Marinhas inspira os visitantes ao “reencontro com a memória colectiva de uma cultura que transcende a história da Moita, se precipita sobre o curso do Tejo e se alcança em algo tão fundamental à vida como o sal e a natureza”.

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