28 Julho 2021, Quarta-feira
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Autarca banheirense rejeita que número de infectados tenha crescido na freguesia

Nuno Cavaco afirma que transportes públicos continuam a ser grande problema

 

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O presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Nuno Cavaco, afirma “estar muito chateado com a Direcção-Geral de Saúde (DGS), porque não tivemos 25 casos no concelho da Moita, no fim-de-semana passado, tendo todos nós acabado por ser colocados no mesmo pacote de freguesias onde não se respeitou as normas de segurança recomendadas” no âmbito da pandemia Covid-19, questionando o tempo das actualizações do número de pessoas infectadas na região.

O autarca afirma ser “injusto” que a península seja incluída nas mesmas decisões tomadas em relação à margem norte da Área Metropolitana de Lisboa, realçando que “haja um pouco de falta de coragem do Governo em dizer quais são os problemas”, que o mesmo considera estarem identificados, na sequência de muitos “transportes públicos lotados de pessoas que trabalham e até de casos que conheço de pessoas que chegaram de avião e que foram aqui colocadas”, precisou.

Nuno Cavaco salienta que “deve haver algum cuidado na divulgação dos casos” e que existe “algum oportunismo político perante a margem sul”, acusa, tendo referido que a situação da península é bem melhor do que em algumas freguesias a norte do Tejo. “Muitos estabelecimentos comerciais continuam a ser afectados na sequência desta decisão de impor novas medidas de restrição”, devido aos ajuntamentos de pessoas, sobretudo de jovens, na zona norte da área metropolitana.

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Apoio social tem vindo a diminuir

Em relação àquela União de Freguesias, onde os parques infantis continuam encerrados, Nuno Cavaco, adianta que conta animar as noites de Verão com algumas iniciativas ao ar livre, tais como sessões de cinema e espectáculos de música sobre rodas, à semelhança do que acontece na freguesia da Moita, mas “vamos continuar atentos à situação pandémica”, assim como às medidas anunciadas e definidas pelo Governo.

“Neste momento, ainda não temos muita vontade de fazer este tipo de eventos, porque ainda temos algum trabalho causado pela Covid-19”, acrescentou, “dado que as freguesias da Baixa da Banheira e do Vale da Amoreira, que representam metade do concelho da Moita, continuam a ser os pontos mais afectados no concelho, mas não muito”, assinalou.

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No entanto, o presidente realça que, o que “temos verificado, é que os números de apoio social têm vindo a diminuir” nestas localidades, sendo que, “muitas pessoas cumpriram com as recomendações da DGS, mesmo no caso do Mercado do Levante, que voltou recentemente a funcionar”. Na perspectiva do autarca, estar “a adiar tudo por questões de medo e de precaução excessiva, pode levar a uma depressão colectiva muito grande”, alertou.

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