20 Maio 2024, Segunda-feira

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Exposição colectiva na ex-Lisnave desafia a pensar a Revolução dos Cravos e o seu impacto na actualidade

Exposição colectiva na ex-Lisnave desafia a pensar a Revolução dos Cravos e o seu impacto na actualidade

Exposição colectiva na ex-Lisnave desafia a pensar a Revolução dos Cravos e o seu impacto na actualidade

Ao público, em Almada, vão ficar patentes os trabalhos originais de sete artistas que se inspiraram nas fotografias de Alfredo Cunha

Os antigos Estaleiros da Lisnave, em Cacilhas, recebem a partir deste sábado, 13 de Abril, e até 13 de Julho, uma exposição colectiva baseada na obra do fotógrafo português Alfredo Cunha. Esta mostra, que ocupa um dos espaços industriais mais icónicos da cidade, que viveu os bons e maus momento do pós-revolução, é organizada pela plataforma cultural Underdogs e a Câmara Municipal de Almada.

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Ao público, vão ficar patentes os trabalhos originais de sete artistas que se inspiraram nas fotografias do lendário fotógrafo, e que compõe esta mostra integrada no programa “Portais do Tempo” o qual se enquadra nas comemorações de Almada referente aos 50 anos do 25 de Abril de 1974.

A exposição é inaugurada às 14h30 de dia 13, e meia-hora depois começa uma visita guiada pela curadora Pauline Foessel e pelos artistas Ana Malta, Fidel Évora, Inês Teles, Márcio Carvalho, Pedro Gramaxo, Petra.Preta e Raquel Belli, são todos eles artistas da primeira geração que não viveu o 25 de Abril pessoalmente, mas que cresceu com a revolução na consciência colectiva. Para as 16h00 está marcada uma visita encenada com Isabel Costa e Polido.

Explica a autarquia que a mostra “Portais do Tempo” reserva um diálogo entre as fotografias seleccionadas por Alfredo Cunha, a partir do seu espólio, e os sete artistas que foram convidados a escolher, reflectir e dialogar com cada uma das imagens do fotógrafo, convidando os visitantes a “entrarem neste portal do tempo oferecendo uma leitura nova e pessoal destas imagens do passado”.

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Cada uma destas obras, compostas por lonas de escala monumental (7 × 12 metros), “transmite uma mistura de sentimentos, desde a esperança de um futuro melhor, a importância da acção colectiva, da comunicação e da solidariedade à liberdade, mas também a exclusão, a desmistificação dos discursos, a ausência, por vezes, de aprendizagem que conduz a um evidente retrocesso”, refere nota de Imprensa da Câmara de Almada.

“’Portais do Tempo’ convida-nos a pensar a revolução e o seu significado e a forma que o seu legado é evidenciado nos dias de hoje. Uma reflexão que nos leva a questionar o tempo, o seu impacto sobre as nossas acções, sobre o nosso discurso e sobre as nossas relações sociais”, acrescenta a autarquia.

Desta forma, o fotógrafo Alfredo Cunha e os artistas convidados desafiam o público a questionar o acontecimento, mas sobretudo a questionar o tempo, o seu impacto sobre as acções das pessoas, sobre o seu discurso e as relações sociais.

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O programa “Portais do Tempo” é preenchido por várias iniciativas, incluindo workshops, visitas encenadas e uma maratona fotográfica, desenvolvidas tanto por artistas que integram a exposição, como Fidel Évora e Raquel Belli, como por outros artistas convidados, como Isabel Costa, Polido, Joana Manaças e Vera Marmelo.

Nota: O título da peça foi alterado, onde se lia Lisnave, passa a ler-se ex-Lisnave.

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