23 Maio 2024, Quinta-feira

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Cadáver em “avançado estado de decomposição” encontrado na zona da Comporta

Cadáver em “avançado estado de decomposição” encontrado na zona da Comporta

Cadáver em “avançado estado de decomposição” encontrado na zona da Comporta

Capitão do Porto de Setúbal invocou o segredo de justiça para não avançar pormenores sobre a ocorrência

 

O corpo de um homem, “em avançado estado de decomposição”, foi encontrado numa praia da zona da Comporta, no concelho de Grândola, na quinta-feira, indicaram esta sexta-feira fontes da Autoridade Marítima Nacional (AMN) e da Saúde.

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A fonte da AMN e da Marinha Portuguesa contactada pela agência Lusa referiu que “apareceu um corpo na zona da Comporta”.

Contudo, frisou não saber “se é ou não” o cadáver de um dos dois homens desaparecidos no naufrágio de um barco ocorrido perto de Tróia (Grândola), no dia 7.

“Se estiver relacionado com o naufrágio de Tróia, o caso está em segredo de justiça por estar a decorrer um processo criminal”, limitou-se a dizer a fonte, escusando-se a dar mais informações.

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Igualmente em declarações à Lusa, fonte da autoridade local de Saúde revelou que o corpo encontrado na praia é o de “um homem, em avançado estado de decomposição”.

Já o capitão do Porto de Setúbal e comandante-local da Polícia Marítima, Marco Serrano Augusto, invocou o segredo de justiça para não avançar pormenores sobre a ocorrência de quinta-feira.

“Tive uma ocorrência na Praia da Torre”, na zona da Comporta, “a qual foi anexada a um processo criminal que se encontra em segredo de justiça”, limitou-se a afirmar.

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Segundo uma notícia do jornal Correio da Manhã, os “dados apontam para forte probabilidade” de o cadáver encontrado “ser um dos dois náufragos” da embarcação afundada em Tróia.

Na quinta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou à Lusa que o inquérito criminal instaurado pelo MP de Grândola ao naufrágio da embarcação ainda não tem arguidos constituídos.

A mesma fonte da PGR indicou, através de correio electrónico, que, no âmbito do inquérito, em que o MP é coadjuvado pela Polícia Marítima, estão a ser investigados “factos eventualmente susceptíveis de integrar a prática de crimes de homicídio negligente”.

No dia 7, a embarcação, com o nome “Lingrinhas”, levava a bordo quatro homens e um rapaz de 11 anos, alegadamente para irem pescar chocos, quando naufragou a cerca de milha e meia (aproximadamente três quilómetros) de Tróia.

O barco, registado na Polónia, mas com bóia de amarração num fundeadouro no Porto de Setúbal, terá naufragado, afundando-se de seguida, por volta das 7 horas, mas a Polícia Marítima só recebeu o alerta três horas depois, às 10h05.

O timoneiro e proprietário do barco, um homem de 62 anos, foi resgatado com vida por outro barco que passou na zona e, no próprio dia do naufrágio, foram retirados do mar os corpos do rapaz, de 11 anos, e de um outro homem, de 23.

As buscas mantiveram-se e mobilizaram meios por terra, mar e ar durante diversos dias, com as autoridades a tentarem localizar, sem sucesso, os outros dois passageiro desaparecidos, o pai do rapaz e o outro homem, de 21 anos, irmão do jovem de 23 que já havia sido encontrado.

As buscas prosseguem no âmbito da actividade operacional da Polícia Marítima.

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