20 Maio 2024, Segunda-feira

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Orçamento Municipal aprovado sem discussão mas com acusação de ‘cobardia política’ à oposição

Orçamento Municipal aprovado sem discussão mas com acusação de ‘cobardia política’ à oposição

Orçamento Municipal aprovado sem discussão mas com acusação de ‘cobardia política’ à oposição

CDU não debateu a proposta e apresentou apenas uma declaração de voto. Socialistas consideraram o acto vergonhoso

 

O Orçamento Municipal do Barreiro para 2024, no valor de cerca de 98,5 milhões de euros a que se somam mais 15 milhões para os TCB, foi aprovado na passada quinta-feira pela gestão camarária socialista (sete votos). Os dois vereadores da CDU votaram contra. No final, a oposição foi acusada de “cobardia política” por “fugir ao debate” e refugiar-se apenas numa declaração de voto.

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Durante a apresentação dos documentos previsionais para o próximo ano, que contabilizam o maior valor de sempre, foram destacados vários investimentos a realizar, assim como o aumento de 2 milhões de euros para o sector da cultura e o reforço de verbas de apoio às corporações de bombeiros do concelho.

Entre as obras previstas está a intervenção na zona da Santinha, cuja empreitada “vai ser lançada este ano”, com vista “ao aumento de passeios, à criação de uma praça pública e ao melhoramento da circulação” automóvel, no valor de 3,7 milhões de euros, disse Rui Braga, vice-presidente da autarquia com o pelouro das Obras Municipais. Mas também “a obra do Barreiro Velho”, que “vai começar por reperfilar a Rua Miguel Bombarda”, a empreitada da “Loja do Cidadão no Forum Barreiro” (prevista abrir portas no final de 2024) e “a intervenção na Rua Cidade de Setúbal na freguesia de Coina/Palhais”.

Além destas, o socialista realçou ainda “a construção das bacias da Penalva” e a adaptação das oficinas dos TCB, que permitirá “libertar os terrenos do Nicola e da Quinta das Canas” para lançar a concurso a construção de cerca de 300 fogos para renda acessível.

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Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, lembrou uma lógica seguida: “Mais investimento público; mais investimento privado, para gerar receitas e emprego; menos impostos”. E estabeleceu um paralelismo entre 2017 e a presente data, ou seja, um género de balanço à evolução dos números desde que a actual gestão conquistou o poder no município. Dados que partilhou ainda na sua página pessoal no Facebook.

De 2017 para 2024, segundo o socialista, o Orçamento Municipal “aumenta 87%; o IMI reduz 44%; a cultura, juventude e desporto sobe 180%; o apoio aos bombeiros sobe 174%; o investimento [na área da recolha] nos resíduos cresce 251%; as obras e urbanismo crescem 88%; as transferências para freguesias crescem 78%; e a área social, saúde e habitação cresce 139%”.

Nos documentos previsionais para o próximo ano estão ainda contempladas, entre outras, as obras de construção dos centros de saúde no âmbito do PRR.

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A vereação da CDU criticou as estratégias e opções políticas da gestão socialista, mas apenas em declaração de voto, escusando-se a debater os documentos quando a proposta foi apresentada. O comportamento mereceu votos de protesto da bancada socialista, que classificou a opção da CDU como um “acto vergonhoso e de cobardia política”. Miguel Amaral (CDU) pediu a defesa da honra, mas Frederico Rosa disse não reconhecer que essa tivesse sido atingida.

O orçamento será agora submetido a ratificação na Assembleia Municipal, onde os socialistas também detêm maioria absoluta.

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