19 Junho 2024, Quarta-feira

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Gare de Alcântara revela importância histórica da cidade mais industrializada do País 

Gare de Alcântara revela importância histórica da cidade mais industrializada do País 

Gare de Alcântara revela importância histórica da cidade mais industrializada do País 

Mostra reúne cinco grandes arquivos e tem patente documentos e objectos sobre importância da revolução política e industrial no Barreiro 

 

A distância para conhecer o arquivo documental e fotográfico da história do Barreiro está a uma travessia no Rio Tejo, até dia 31 de Março, com a exposição “Os Tesouros dos Arquivos do Barreiro… em Lisboa”, patente na Gare Marítima de Alcântara. Neste espaço foi reunido parte do espólio de cinco dos mais importantes arquivos do País. Trata-se do arquivo dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, o Arquivo Ephemera, o Centro de Documentação do Museu Industrial da Baía do Tejo, o Espaço Memória e o Arquivo da Fundação Amélia de Mello, sediados na “Cidade dos Arquivos”, no Barreiro.

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Inaugurada a 4 de Março, a mostra é composta por inúmeros documentos, entre eles, mapas, plantas, postais e fotografias além de objectos intimamente ligados à narrativa de desenvolvimento e progressão da cidade do Barreiro. O acervo da exposição junta assim ilustrações como objectos reais como um escafandro, bonés assinados por figuras ilustres, uma réplica do guindaste “Nomag”, exemplares de barcos, transportes de carga, e uns sapatos com uma serra escondida na sola.

Uma parte destes objectos passou por uma exposição no Barreiro no dia dos arquivos, e está agora em Lisboas pela sua importância não só para a história do Barreiro, mas também do País, realçou o historiador José Pacheco Pereira, responsável pelo arquivo Ephemera. A vereadora Maria Arlete Cruz, responsável pelo pelouro do Património Cultural, Arquivo Histórico e Turismo do Barreiro, comentou a O SETUBALENSE que esta exposição foi montada em Lisboa “por ser um pólo difusor por excelência da cultura e pelo impacto que terá na visibilidade. É mais fácil vir à Gare Marítima de Alcântara do que ir ao Barreiro, apesar das excelentes ligações”. Dispostos em diversas vitrines, a composição dos arquivos é diversificada e exigiu vários anos de investigação e recolha minuciosa e detalhada de informação, parte dela pelo Arquivo Ephemera, o qual se dedica, “há largas décadas”, a juntar documentos “relacionados com a memória da história social, cultural, sindical e política contemporânea”, refere a autarquia. O arquivo municipal Espaço Memória “está centrado nos temas da história, identidade e património locais”.

Já o Centro de Documentação do Museu Industrial da Baía do Tejo “tem como missão salvaguardar informação das diferentes indústrias e área social pertencentes ao maior complexo industrial do País no século XX” – a C.U.F (Companhia União Fabril).

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“Um Arquivo Histórico materializa memória, sinaliza uma imagem de responsabilidade social e preserva um património que tem uma dimensão nacional” e, por isso mesmo, o Arquivo da Fundação Amélia de Mello “recebeu o património documental do antigo Grupo CUF (actual Bondalti), da CUF-Saúde e de várias empresas ligadas ao Grupo José de Mello”, sublinha ainda a autarquia.

Por sua vez os arquivos dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra dão “acesso remoto à memória intelectual das Administrações Portuárias de Lisboa, Setúbal e Sesimbra” e o Colectivo SPA, também patente na exposição, “consiste num grupo de quatro artistas: Claúdio Ferreira, Miguel Amaral, Ricardo Guerreiro e José Muchacho, todos eles com diferentes formações e abordagens artísticas”.

José Pacheco Pereira reforçou que este acervo reúne “não só documentação da história do Barreiro”, a nível cultural, social, do desporto e da indústria, indepen dentemente da sua importância, mas também da “relação da cidade com o rio e com o mar”. Segundo o historiador, muito do que é necessário para compreender a história empresarial, industrial, operária e social do País “estão presentes nos arquivos do Barreiro”, e agora em exposição na Gare Marítima de Alcântara.

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“O Barreiro foi o grande pólo industrial de Portugal no século XX. Chegou a ser a quinta maior concentração industrial da Europa e o que lá existe é o mais importante para perceber a história industrial, mas também a história social”. Por seu lado, a autarquia considera que o Barreiro “talvez tenha sido a única verdadeira cidade industrial do País”.

A construção do complexo industrial C.U.F, no ano de 1907, esteve na génese de todo o desenvolvimento regional, que moldou “decisivamente as características e a identidade do território e da sua população”. Até dia 31 de Março, de quinta a segunda-feira, das 14h00 às 19h00, esta mostra pode ser visitada. Dia 18 de Março terá lugar a palestra “Os tesouros do Desporto do Barreiro”, com nomes de referência nas várias modalidades. No último dia da exposição vai decorrer um colóquio sobre esta matéria. 

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