Órgão consultivo inclui também Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, como vogal
Frederico Rosa, que preside à Câmara Municipal do Barreiro e à Comunidade Intermunicipal (CIM) de Setúbal, foi ontem eleito presidente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT).
É a primeira vez que este órgão consultivo da CCDR-LVT, responsável por promover a articulação entre municípios e sociedade civil para definir estratégias de desenvolvimento, é presidido por um autarca do distrito de Setúbal.
Indicado pelo Partido Socialista, Frederico Rosa encabeçou a única lista candidata, previamente consensualizada entre as forças políticas que gerem os municípios que integram a região de Lisboa e Vale do Tejo e composta por mais seis autarcas. A lista foi eleita com 51 votos a favor, registando-se ainda nove votos em branco e um nulo.
Juntamente com o autarca barreirense, foram eleitos para o referido órgão o presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira, como vice-presidente, o presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, Carlos Alves, como secretário, e os seguintes vogais: Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal, Manuel Valematos, presidente da Câmara de Abrantes, Vítor Ferreira, presidente da Câmara da Amadora, e Sónia Ferreira, presidente da Câmara de Benavente.
Tal como já havia sucedido para a eleição do Conselho Intermunicipal da CIM da Península de Setúbal, em dezembro último, a indicação do nome do socialista Frederico Rosa para liderar agora o Conselho Regional da CCDR-LVT não encontrou resistências entre homólogos de forças políticas diferentes. E o presidente da Câmara do Barreiro não esconde que essa aceitação o deixa orgulhoso.
“Fico satisfeito por confiarem em mim, por ter havido consenso entre as várias forças políticas, incluindo independentes, para que assuma o cargo”, admite o líder do executivo municipal do Barreiro. “Esta aceitação está relacionada com o trajeto que todos [os autarcas] temos feito. E presidir à CIM com certeza que também contou para que fosse escolhido, já que a CIM também tem a ver com planeamento estratégico, neste caso da Península de Setúbal”, adianta.
“Revisão do PROT-AML é o grande desafio”
Agora, no Conselho Regional da CCDR-LVT, é “colocar mãos à obra, de forma a conciliar todas as vontades, todas as perspectivas, com vista a dar contributos que possam vir a ser aproveitados pelo Conselho Diretivo”, sobretudo, no que toca à “revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROT-AML)”, resume o autarca. “A revisão do PROT-AML é um grande desígnio, é fundamental para os municípios. Se temos de ter uma visão de futuro para o território, o PROT-AML é, porventura, o grande documento estratégico para a região de Lisboa e Vale do Tejo”, reforça.
Uma missão que está longe de ser encarada com facilidade, até porque, lembra, a CCDR-LVT abrange “uma região muito assimétrica”. “Engloba, por um lado, a região mais rica do País, Lisboa, e, por outro, a Península de Setúbal, que é a mais pobre, além da zona da Lezíria do Tejo, que é também ela diferente de todo este grande centro urbano que é a AML”, sublinha, a concluir.
O Conselho Regional da CCDR-LVT inclui um total de 89 membros, os quais elegem o próprio órgão. É composto pelos presidentes das 52 câmaras municipais que integram a região, representantes de freguesias, de universidades e institutos politécnicos, de associações empresariais, sindicatos e associações agrícolas, de IPSS e associações de defesa do ambiente, entre outros.
Órgão executivo Teresa Almeida vai ser reconduzida na presidência do Conselho Diretivo
A socialista Teresa Almeida vai recandidatar-se à presidência do Conselho Diretivo da CCDR-LVT e deverá ser reconduzida no cargo, nas eleições que estão agendadas para a próxima segunda-feira. Isto, porque encabeça a única lista a ir a votos, no âmbito de um acordo estabelecido entre PS e PSD para a eleição dos presidentes das CCDR no País. PS e PSD acordaram a eleição de candidatos social-democratas para as CCDR do Norte e do Centro e de socialistas para as CCDR de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve.
“Há muitos desafios nestes próximos anos e estou muito entusiasmada para continuar a fazer e a cumprir os desafios que temos pela frente. Fiquei muito satisfeita também por haver acordo entre o PS e o PSD para a minha recandidatura. Sou candidata única, o que quer dizer que houve um reconhecimento do meu trabalho”, disse, em declarações à Lusa. As eleições dos presidentes e de um vice-presidente para cada uma das cinco CCDR foram marcadas pelo Governo para o próximo 12.