Visto do Tribunal de Contas já chegou. Rui Braga, vice-presidente da Câmara do Barreiro, realça importância do futuro equipamento
A construção da Piscina dos Fidalguinhos deverá iniciar-se dentro de duas ou três semanas. A Câmara Municipal do Barreiro recebeu, na passada quarta-feira, o visto do Tribunal de Contas e o arranque dos trabalhos no terreno está por dias, avançou Rui Braga, vice-presidente da autarquia, a O SETUBALENSE.
“Agora é só marcar a data para a consignação da empreitada. Diria que dentro das próximas duas a três semanas os trabalhos serão iniciados no terreno”, disse o autarca sobre a obra, que foi adjudicada à empresa Alberto Couto Alves por 7.965.227,56 euros.
“Este é um equipamento importantíssimo, não só do ponto de vista desportivo como também do ponto de vista social. Há muito que necessitamos de um equipamento desta natureza, para dar resposta ao crescimento populacional que continuamos a sentir, nomeadamente para as crianças e também para a população mais sénior”, destacou Rui Braga.
A futura Piscina dos Fidalguinhos – designada por Piscina Municipal dos Lóios – será, de acordo com o projeto, constituída por “um corpo com dois pisos destinados aos utentes e um piso semienterrado de natureza técnica, viabilizando, de forma direta e natural, as entradas e saídas de nível do público e dos utentes (acessibilidade universal) nos dois pisos destinados a atividades”, o que possibilita “bancadas para espectadores num piso superior com visão sobre os planos de água (melhor visibilidade)”. E terá a “lotação máxima diária ou utilização diária de 1 120 utentes”.
Ainda de acordo com a informação da autarquia, a bancada destinada ao público no piso superior (Piso 1) disporá de “acesso direto pelo exterior, sem barreiras arquitetónicas”. Está ainda prevista a instalação de “um elevador mecânico no interior”, que garanta “a movimentação vertical dos utentes com limitações físicas e o seu acesso a todos os locais públicos” do equipamento.
Dois planos de água
O projeto contempla dois planos de água, um espaço (piscina) para a prática desportiva “com 25×17,50 metros” e um tanque de aprendizagem “com 17,5×8,00 metros”. Este último ficará localizado no lado sul do equipamento, “de modo a privilegiar a sua relação com os espaços destinados aos acompanhantes situados no Piso1 (zona de estar e a parte da bancada mais próxima da entrada).
O equipamento vai contar ainda com “dois volumes secundários, um semienterrado e situado a nascente, reunindo os anexos funcionais (balneários/vestiários, arrecadações, etc.)”, e o outro, implantado a sul, que albergará “o grande hall de entrada com pé direito duplo e acesso por ambos os níveis”, bem como “as instalações dos monitores/posto médico e zona de aquecimento (aberta às piscinas)”. Estão também previstas zonas para “receção, serviços administrativos no Piso 0 e o acesso à bancada, situada no Piso 1, onde também se localizam a zona de estar/bar, instalações sanitárias de apoio e dois espaços supletivos de utilização diversificada”.
A autarquia sublinha que “a solução arquitetónica original foi concebida de forma a corresponder a todas as exigências vigentes em equipamentos desta tipologia”, com o objetivo de “assegurar eficiência energética e sustentabilidade das soluções desenvolvidas, num quadro coerente de maximização da economia de funcionamento, exploração e conservação/manutenção das instalações projetadas”.