19 Junho 2024, Quarta-feira

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Barreiro investe forte para ser referência na higiene urbana

Barreiro investe forte para ser referência na higiene urbana

Barreiro investe forte para ser referência na higiene urbana

Rui Braga realça aposta da autarquia em tecnologia de ponta. Recolha bilateral vai abranger toda a malha urbana da cidade 

 

Ainda antes do final do actual mandato, o executivo municipal do Barreiro espera ter toda a malha urbana consolidada da cidade mais limpa e apresentar o concelho como referência na higiene urbana. A aposta, tal como o investimento, é forte e passa por dar continuidade ao projecto iniciado há dois anos com a recolha bilateral de resíduos.

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“A maior aposta de sempre [do município] na recolha de resíduos está já a funcionar em duas freguesias. Fizemos uma experiência-piloto na nossa maior freguesia, Alto do Seixalinho, este ano alargámos a recolha bilateral à freguesia de Santo André e para o ano vamos lançar um concurso a incluir tudo aquilo que é o centro urbano da cidade”, revela Rui Braga, vice-presidente da autarquia.

“Este ano apresentamos um investimento de 1 milhão e 200 mil euros para as duas freguesias”, adianta o autarca, que estima ter “em dois anos toda a malha urbana consolidada da cidade abrangida”.

De fora ficarão apenas “as áreas rurais, Palhais, Coina e Santo António da Charneca”. “O projecto de recolha bilateral é algo em que estamos a investir bastante no Barreiro. É uma alteração ao paradigma da recolha tradicional, efectuada por uma equipa de três elementos e um veículo. Iniciámos há dois anos o processo de modernização deste serviço, com a recolha bilateral que carrega em si tecnologia de ponta. Uma grua telescópica de forma automática retira o contentor da via pública para o despejar e voltar a colocá-lo no lugar”, lembra, ao mesmo tempo que realça os ganhos que daí advêm em termos de ambiente, eficácia, imagem e optimização de recursos humanos.

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“A recolha tradicional necessita de três homens, a recolha bilateral passa a precisar de apenas um por turno. A pessoa que conduz este camião tem capacidade para recolher todos os contentores sem necessitar do apoio dos outros dois colaboradores. Logo aqui há ganhos óbvios na optimização de recursos humanos”, frisa.

“Além disso, esta tecnologia de ponta também permite eliminar da via pública os contentores verdes. Os da recolha bilateral são muito menos intrusivos, mais urbanos, bonitos, sendo que cada um destes recolhe em média dois a três contentores verdes, o que permite também reduzir o ruído provocado pelo serviço”, junta, antes de sublinhar outra vantagem ambiental, já que “os carros que estão a circular no Barreiro [neste processo de recolha] são movidos a gás natural”.

“Tudo isto traduz-se numa recolha mais eficiente e constitui um avanço para a higiene urbana”, considera Rui Braga sobre o sistema de recolha que, para já, está a ser efectuado com recurso a prestação de serviços. Mas, o objectivo final “é a autarquia vir a adquirir o material circulante e os contentores”, garante.

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O vice-presidente não deixa, porém, de enviar um recado à AMARSUL, entidade responsável pela recolha selectiva de resíduos. “Apesar reconhecer algum esforço para melhorar os ‘timings’ e as frequências de recolha, a AMARSUL tem de acompanhar o investimento da autarquia para melhorar o serviço de recolha que desenvolve.”

Rui Braga faz ainda notar a importância do desafio, por decreto do Governo, da recolha e separação de biorresíduos. As questões interligam-se e o autarca avança que o Barreiro vai ter “mais um contentor na rua” a juntar às cerca de duas centenas de que já dispõe.

Fundamental, alerta, é “o comportamento do cidadão no processo, que será um factor determinante para o sucesso desta recolha”. “Este tem de ser um esforço conjunto. Quanto melhor cada um de nós separar os biorresíduos, menos pagamos à AMARSUL e o valor da factura a pagar por cada munícipe também diminuirá”, conclui. 

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