29 Novembro 2021, Segunda-feira
- PUB -
InícioLocalBarreiroPorto de Lisboa vai reconstruir zona que foi alvo de derrocada no...

Porto de Lisboa vai reconstruir zona que foi alvo de derrocada no Bico do Mexilhoeiro

APL poderá optar de futuro pela erradicação das construções nesta área do território

 

- PUB -

Rui Braga, vice-presidente da Câmara do Barreiro, em declarações a O SETUBALENSE, adiantou que durante o encontro realizado com a Administração do Porto de Lisboa (APL), na sequência de uma derrocada que ocorreu recentemente na zona do Bico do Mexilhoeiro, junto a uma das construções abarracadas ali existentes, foram “analisadas várias questões” relativas a esta área ribeirinha. “Trata-se de um assunto delicado, porque estamos a falar da legalidade das pessoas que lá estão e daquelas que não possuem título legal para lá estar”, disse, por tratarem-se de “construções ilegais”.

O autarca revelou que a APL “vai a breve trecho reconstruir e mudar aquilo que caiu, com a colocação de pedras artificiais para enrocamento [daquela zona]”, todavia, a situação terá alegadamente despoletado um problema junto de um munícipe, em termos ‘habitacionais’ e “que poderá ser social”.

Responsável pela jurisdição do local, segundo o vereador, a APL “poderá decidir-se pela erradicação [de futuro] das construções” e, se for esse caso, a autarquia terá de fazer um levantamento da situação de quem ali permanece. “Uma coisa são as pessoas que estão eventualmente a usar aquelas construções para viver, outra são as que as utilizam para criar armazéns”, realçou, afirmando que “essa distinção tem de ser bem-feita para minimizarmos todos os impactos que possam surgir”.

- PUB -

Certo é que, conforme frisou o autarca, a derrocada “será solucionada, ao contrário do problema que irá manter-se” até à resolução do futuro desta zona.

Aquando do sucedido, além da autarquia, estiveram no espaço a Polícia Marítima e o Serviço Municipal de Protecção Civil, para análise à situação de derrocada e dos trabalhos de limpeza necessários, altura em que “não foi identificado nenhum desalojado”, garantiu Rui Braga, na última reunião da edilidade.

 

- PUB -

Recarga de areia nos moinhos de Alburrica prevista para 2022

O responsável acrescentou ainda que outra das matérias que estiveram em cima da mesa, prendeu-se com a necessidade urgente de recarga de areia junto aos moinhos de Alburrica, que “é [necessária] já há algum tempo”.

A autoridade portuária, referiu, terá assumido “o compromisso de recarregar o areal durante o primeiro trimestre do próximo ano”, sendo uma realidade que “os três moinhos estão um pouco ‘descalços’ de areia”, com a deslocação da mesma para a zona da doca seca. “A ideia seria fazer uma recarga ou desassorear e realizar uma movimentação das areias para a frente dos moinhos”, explicou. “Concordamos com qualquer solução técnica desde que seja feita, porque se isso não acontecer, com o tempo, corremos o risco de ter ali outros problemas”, alertou.

“Na última vez que a APL interveio – há dez anos atrás –, havia efectivamente o problema de os mesmos poderem derrocar, tendo sido feito um enrocamento naquela área”, lembrou. Actuamente, o que “os engenheiros nos dizem é que não há perigo de derrocada de nenhum dos moinhos”. A câmara garante que estará atenta à situação, para salvaguarda de qualquer tipo de incidente com este património.

[Fancy_Facebook_Comments language="pt_PT"]
- PUB -

Mais populares

Dirigir o Vitória Futebol Clube no feminino: as mulheres nos actuais órgãos sociais do clube sadino

Sara Ribeiro, Ana Cruz, Dulce Soeiro e Helena Parreira partilham as suas vivências no clube, cujo regresso à I Liga tanto anseiam   Quando questionadas sobre...

António Costa anuncia que Portugal vai pedir à União Europeia que Península de Setúbal passe a ser uma NUT II

O primeiro-ministro diz que a Península de Setúbal está a ser fortemente penalizada por estar integrada na estrutura nominal da AML  

Volkswagen anuncia novo investimento de 500 milhões na Autoeuropa nos próximos cinco anos

Valor vai ser aplicado "em produto, equipamento e infra-estruturas", explicou Alexander Seitz
- PUB -