14 Maio 2021, Sexta-feira
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Rotunda ganha peça escultórica para perpetuar campo do Luso

Peça recorda zona onde esteve instalado equipamento desportivo ao longo de décadas

 

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Para perpetuar a memória da zona onde se encontrava o antigo campo de jogos da Quinta-Pequena, a Câmara do Barreiro, em parceria com o Luso Futebol Clube, instalou no passado sábado, na nova rotunda existente naquele ponto do município, uma peça de arte urbana criada pela escultora Otília Dias, para assinalar a existência do antigo equipamento desportivo nesta área central da cidade.

O clube centenário, que esteve impedido de celebrar devidamente a data do universo lusófilo, devido à pandemia, encara esta instalação “com orgulho”, pelo facto da memória do seu campo ter agora sido eternizada. “O mundo atravessa tempos de superação e progresso e o movimento associativo não é excepção”, lembram os órgãos sociais, que têm apostado num “percurso de sustentabilidade” e dizem ser “indispensável” fazer uma resenha “verdadeira” à cronologia do processo que levou ao seu derrube no ano passado, conforme explicado na obra literária “Luso Football-Club, 100 anos… uma História”.

Neste livro, que marca o presente aniversário, é possível recordar que este campo foi “palco marcante do desporto nacional e nele milhares puderam testemunhar o Luso FC a ser grande entre os grandes”. Entre 1925 a 2017, o Campo de Jogos da Quinta-Pequena foi acarinhado pelos lusófilos como um local mítico, que testemunhou mais de 25 temporadas na II Divisão do Futebol Nacional e foi palco de modalidades como o hóquei em campo, atletismo, ciclismo, os festivais de boxe e, numa vertente mais cultural, acolheu sucessivos eventos, entre os quais, cinema ao ar livre.

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Em 87, os proprietários do terreno, fizeram “uma primeira tentativa para o despejo do clube”, com diligências judiciais que “sofreram avanços e recuos e, durante mais de 25 anos, todos quantos assumiram funções dirigentes no Luso”, procuraram encetar “esforços inesgotáveis para que se mantivesse o usufruto do mesmo”, recorda a direcção de que é presidente Rui Pedro Pereira.

Após mais de três décadas de contactos com a autarquia local, na tentativa de resolver o litígio existente ou “formular soluções alternativas”, não foi possível ao Luso “manter o arrendamento daquela que foi a nossa casa”, explica. Após decisão judicial, no início da década de 2010, quando o tribunal deu razão aos proprietários do terreno, e esgotadas as possibilidades de recurso, o clube “viu-se mais tarde na obrigação de deixar o usufruto do campo e consequentemente a adiar o regresso do futebol”.

Para Rui Pedro Pereira, a colocação deste elemento escultórico “traz justa homenagem a uma lindíssima e longa história” do Luso. Também a vereadora da autarquia responsável pelos pelouros do Associativismo e Desporto, Sara Ferreira, assinala a este propósito que “para projectar o futuro é necessário honrar o passado”, justificando deste modo a intervenção realizada na rotunda.

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