28 Novembro 2021, Domingo
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Fundação Amélia de Mello lança biografia “Alfredo da Silva e a CUF” na sede da AIP

Obra da autoria de José Miguel Sardica quer servir de inspiração ao presente e futuro

 

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A Associação Industrial Portuguesa, em Lisboa, acolheu na última semana o lançamento da biografia “Alfredo da Silva e a CUF” – Liderança, Empreendedorismo e Compromisso, um livro da autoria de José Miguel Sardica que partiu de um convite da Fundação Amélia de Mello, no âmbito das celebrações dos 150 anos do nascimento do homem que transformou o Barreiro, com a implantação naquele território de um gigantesco complexo industrial.

Henrique Mota, representante da editora Principia, classificou-a como “uma leitura indispensável” sobre um outro Portugal que era “mais patriótico e empreendedor”, tendo destacado o facto de a mesma tornar possível aos muitos alunos aumentarem os seus conhecimentos sobre este período da vida nacional. Trata-se de uma “história inspiradora”, mas também “interpeladora, estimulante e encorajadora, que nos deveria incentivar a repeti-la”, sendo “particularmente oportuna nos tempos que correm, que requerem de todos nós, algumas das virtudes e dos méritos de Alfredo da Silva”.
Vasco de Mello, presidente da Fundação, lembrou que era muito importante uma homenagem, que se traduziu nestas comemorações. Na sua perspectiva, era fundamental que as mesmas fossem uma “aprendizagem” e servissem de “inspiração para o presente e o futuro, em termos de maior capacidade de empreendedorismo no País, maior capacidade de inovação e sustentabilidade”.

“O meu bisavô teve sempre a vontade de criar mais valor, melhores condições e sempre numa perspectiva de responsabilidade social, o que na altura, não era tão comum como hoje”, assinalou.

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Com um total de 250 páginas, o novo livro foi lançado na mesma data em que a Fundação Amélia de Mello completou 56 anos de existência. A instituição escolheu o figurino virtual para, em tempos de pandemia, transmitir pelas redes sociais a cerimónia de lançamento da mais recente biografia sobre o industrial.

Para José Miguel Sardica, esta “não é uma obra isolada”, mas uma peça de um vasto conjunto de iniciativas, estudos, encontros e outros volumes, nas mais variadas áreas científicas, com que a Fundação quis celebrar a figura e a obra de Alfredo da Silva e dos seus descendentes, marcando a agenda nacional até Junho de 2021, momento em que passarão os 150 anos desde o nascimento (1871) daquele que foi “o grande capitão da indústria portuguesa contemporânea”.

“Foi a pensar num público de leitores alargado a quem a obra possa chegar, que quis escrever num estilo acessível, um texto narrativo e também visual, com mais de uma centena de imagens, que o contam e evocam”, explicou.

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Reflexão sobre economia portuguesa desde o século XIX

Ao professor João Duque, coube a tarefa de apresentar o novo trabalho. O catedrático considera que o livro se lê de forma simples e que é “extraordinariamente transparente e claro, tendo sido bem escrito, com simplicidade e profundidade”.

Nesta reflexão sobre a economia portuguesa, a partir do século XIX e até ao presente, o docente destacou que o empresário, apesar de desejar “a ordem e o trabalho”, não ficava à espera que alguém desse uma forma aos seus projectos, fazendo acontecer a sua própria obra.
Alfredo da Silva, recorda, foi “um homem que desafiou o conceito de estado social” de modo “muito interessante, fazendo melhor daquilo que se fazia na criação de valor, no aumento da produtividade e na criação de rendimento, que podia depois ser distribuído”.
O professor defendeu que o termo empreendedor é aquele que define melhor o industrial e que, enquanto líder, introduziu “modelos que deviam ser bem estudados nas escolas de Gestão”, sugeriu, referindo-se à criação de “compromissos com os trabalhadores, com o País e com o mercado”, tendo deixado “um legado às gerações futuras”.

Obra destinada às escolas

Para Manuel Braga da Cruz, presidente da Comissão das Comemorações, este lançamento assume-se como “uma obra de divulgação, destinado ao grande público e em particular às escolas”, para as quais foi lançado um concurso de trabalhos sobre a figura do patrão da CUF. “Estamos perante um livro que retrata com invulgar rigor e particular objectividade, a personalidade, o percurso e as realizações do maior industrial português de todos os tempos”, destaca.

Foi “uma figura carismática” e um patrão “mobilizador, que sabia escolher criteriosamente os seus colaboradores, a quem dava formação, condições especiais no exercício das suas funções, desde os melhores engenheiros e técnicos de que se rodeava até aos simples operários, com quem mantinha relações de proximidade e que remunerava muito acima da média do País”, tornando-se num dos “maiores industriais a nível mundial”.
As comemorações, conclui, permitem “relembrar e relançar na sociedade portuguesa, a urgência de fomentar a iniciativa empresarial, de favorecer o empreendedorismo, de formar líderes empresariais e do trabalho, de reforçar a consciência da responsabilidade social das empresas e promover a adequada reindustrialização”, que responda “às exigências de relançamento do crescimento económico português, da criação da riqueza colectiva, da formação de capital nacional e de angariação de dimensão empresarial para a competência internacional”, finalizou.

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